Payroll e Nvidia: os drivers do mercado global na semana
Payroll de setembro e o balanço da Nvidia dividem o centro das atenções dos investidores, trazendo cautela a Bolsas no Brasil e no exterior nesta semana curta por causa do feriado de 15 de novembro.
Indicadores reprimidos voltam ao radar
Nos Estados Unidos, a divulgação do relatório payroll — adiada pelo shutdown do governo — ocorre na quinta-feira e servirá de termômetro para o mercado de trabalho, peça-chave na discussão sobre juros. Quem quiser entender a importância do dado pode conferir esta explicação do InfoMoney (saiba mais). A agenda americana inclui ainda números de inflação ao produtor (PPI) e balanços de gigantes do varejo, como Walmart, Home Depot e Target, que ajudam a medir a saúde do consumo.
Enquanto isso, a Nvidia apresenta resultados na quarta-feira. Depois da correção recente em ações de tecnologia, o mercado quer saber se a fabricante de chips manterá o ritmo de vendas ligado à inteligência artificial — fator que vem sustentando parte do rali do Nasdaq em 2023.
Destaques locais: atividade mista e Brasília esvaziada
No Brasil, dados como IBC-Br — proxy mensal do PIB — e o Relatório Bimestral de Receitas e Despesas testam a narrativa de desaceleração suave, reforçada pelo IPCA de outubro (+0,09%). O varejo mostrou fraqueza em setembro, mas o setor de serviços seguiu firme. O vice-presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, fala em evento na sexta-feira, e o mercado acompanha pistas sobre a trajetória da Selic.
No campo político, a Câmara tenta votar a Lei Antifacção antes do recesso de feriado, e a Comissão de Assuntos Econômicos discute aumento de impostos sobre bets e fintechs. Na frente internacional, Brasília insiste na revisão das tarifas americanas para produtos agropecuários, já que concorrentes como Colômbia e Vietnã tiveram alíquotas zeradas.
Tensões geopolíticas e agenda corporativa
As relações China-Japão azedaram após declarações de Tóquio sobre Taiwan, elevando o risco de retaliações comerciais e pressionando ações de empresas japonesas de varejo e cosméticos. Já nos Estados Unidos, negociações para redução de tarifas com a Suíça incluem contrapartidas bilionárias em investimentos e compras de aviões da Boeing.
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Para completar, o mercado segue seletivo: mais de 80% das empresas do S&P 500 superaram estimativas neste trimestre, mas lucros acompanhados de disciplina de gastos fazem a diferença — quem erra, cai rápido.
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Crédito da imagem: Empiricus
Fonte: Empiricus