Tarifas dos EUA: Alckmin aposta na correção de distorções
Tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros devem ser revistas, segundo o vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, que afirmou nesta segunda-feira (17) estar “confiante” em reduzir a sobretaxa de 40% aplicada por Washington a parte da pauta exportadora do Brasil.
Brasil quer reduzir sobretaxa de 40%
Durante entrevista coletiva em Belém (PA), Alckmin classificou as tarifas norte-americanas como “distorções” e lembrou que, apesar da sobretaxa, os Estados Unidos registram superávit comercial com o Brasil. Na semana passada, o governo norte-americano cortou impostos de importação para carne bovina premium, café, castanhas-do-pará, castanha-de-caju, coco, laranja, tomate, banana e outras frutas, mas manteve a tarifa adicional de 40% sobre diversos itens brasileiros.
“Estamos trabalhando para reduzir mais tarifas dos EUA”, declarou o ministro, sem detalhar prazos. O objetivo é ampliar a competitividade dos produtos nacionais e incentivar exportações de maior valor agregado. Segundo a CNN Brasil Business, o comércio bilateral superou US$ 88 bilhões em 2024, com saldo favorável aos norte-americanos.
COP30: avanços nas metas climáticas
Alckmin também atualizou preparativos para a COP30, que ocorrerá em Belém em 2025. Até agora, 118 países já apresentaram suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) — compromissos climáticos que definem cortes de emissões. O vice-presidente classificou o andamento da conferência como “um sucesso” e destacou a importância de alinhar metas ambientais e acordos comerciais, tema que deve entrar na agenda Brasil-EUA.
O governo brasileiro espera que o diálogo contínuo com Washington produza resultados concretos antes da COP30, ajudando a destravar exportações e posicionar o país como fornecedor estratégico de alimentos e energia limpa.
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Crédito da imagem: Infomoney
Fonte: Infomoney