Resultado da Nvidia anima, mas mercado global vira e cai
Resultado da Nvidia acima das previsões deu o tom do pregão, mas o fôlego durou pouco: o S&P 500 registrou a maior virada intradiária desde abril, e o pessimismo contaminou Ásia e Europa.
Valuations de big techs voltam ao centro do debate
A fabricante de chips divulgou receitas e lucro muito acima do consenso, com forte demanda de data centers e um guidance robusto para o próximo trimestre. Ainda assim, o mercado girou para queda poucas horas depois, pressionado por avaliações já esticadas das gigantes de tecnologia e pela dúvida sobre quanto tempo o ciclo de investimentos em inteligência artificial (IA) poderá se sustentar.
A Nasdaq e o S&P 500 fecharam no vermelho, apesar de o papel da companhia ter chegado a subir 5% no after-market. No exterior, o índice MSCI Ásia-Pacífico encerrou a semana com o pior desempenho desde abril, enquanto bolsas europeias foram puxadas para baixo por empresas de tecnologia e defesa.
Fed dividido aumenta cautela com juros
A ata mais recente do Federal Reserve mostrou divergência entre diretores sobre o início dos cortes. A incerteza, somada ao dólar mais forte, reduziu o apetite por risco e reforçou apostas de que o alívio monetário pode demorar. Segundo o Valor Econômico, parte do mercado já revisa para cima a projeção de taxa terminal nos EUA.
O desconforto cresceu com outros focos geopolíticos: sanções adicionais podem reter quase 48 milhões de barris de petróleo russo em alto-mar, enquanto um esboço de acordo de paz para a Ucrânia é visto como excessivamente favorável a Moscou. No Japão, um pacote fiscal bilionário e a sinalização de possível alta de juros pelo Banco do Japão adicionaram volatilidade.
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Efeito no Brasil: tarifa zerada por Trump traz alívio pontual
Em meio ao mau humor global, o Brasil ganhou notícia positiva: a retirada da tarifa extra de 40% que incidia sobre mais de 200 produtos nacionais. O impacto, porém, foi limitado; o Ibovespa acumulou terceira sessão de baixa, refletindo a força do dólar e a aversão a risco lá fora.
Com valuations exigentes, juros indefinidos e tensões geopolíticas, o investidor deve reforçar a diversificação e o caixa. Para acompanhar outras atualizações de mercado e oportunidades, visite nossa seção de notícias e promoções.
Crédito da imagem: Empiricus
Fonte: Empiricus