Alho livre de doenças no ES ganha dentes maiores e anima produtores
Alho livre de doenças começa a ser colhido no Espírito Santo após dois anos de pesquisa, entregando cabeças maiores, menos dentes e maior produtividade para os agricultores.
Limpeza de sementes aumenta produtividade
O projeto, conduzido pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) em parceria com a Embrapa, “limpou” as sementes de vírus por meio de termoterapia e cultura de tecidos. O resultado prático é um alho mais resistente, com bulbos graúdos e dentes maiores, sem qualquer modificação genética.
De acordo com a pesquisadora Andrea Costa, o material livre de patógenos garante rendimento maior por hectare. A técnica, iniciada em 2023, permite que o produtor comercialize um produto premium, capaz de concorrer com o alho importado, geralmente mais barato porém de calibre menor.
Variedades testadas em todo o estado
Entre as cultivares destacam-se Roxão, Amarante e Ouro Branco, plantadas pelo agricultor Rosemiro Schmidt em Santa Maria de Jetibá. Segundo ele, as cabeças trazem “menos dentes, porém bem maiores”, característica valorizada pelo consumidor final. Além da Região Serrana, áreas em Muqui, Linhares e Colatina recebem os testes para avaliar o comportamento das plantas em climas mais quentes e úmidos.
Após a colheita, o alho passa por um mês de secagem antes de ir às feiras e supermercados. Mesmo havendo risco de reinfecção nos ciclos seguintes, o programa do Incaper garante distribuição contínua de sementes livres de vírus, mantendo a qualidade e o valor agregado ao produtor.
Imagem: Reprodução/ TV Gazeta
O avanço reforça a competitividade do agronegócio capixaba e serve de modelo para outras culturas que buscam elevar produtividade sem recorrer a transgenia. Para conhecer mais iniciativas que impactam diretamente o seu bolso e o mercado, visite nossa página principal e continue acompanhando.
Crédito da imagem: G1
Fonte: G1