Ibovespa hoje recua e volta abaixo dos 155 mil pontos
Ibovespa hoje abriu a sexta-feira (21) em baixa e desceu para 154.800 pontos, perdendo o patamar simbólico de 155 mil. O recuo é acompanhado de alta do dólar comercial, cotado a R$ 5,37, e avanço dos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DI), sinalizando maior percepção de risco.
Cenário interno: tarifas dos EUA e dados de inflação
No noticiário local, investidores digerem o decreto do presidente norte-americano Donald Trump, que suspendeu a tarifa adicional de 40% sobre mais de 200 produtos brasileiros. Embora o governo brasileiro veja a medida como “passo na direção certa”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “é preciso avançar mais” para zerar pendências comerciais.
Ao mesmo tempo, o mercado de juros futuros subiu ao longo da curva: DI jan/27 a 13,63% (+0,05 ponto) e DI jan/31 a 13,24% (+0,03). O movimento reflete cautela com a inflação global e dúvidas sobre o ritmo de cortes da Selic em 2026.
Entre as blue chips, Vale (VALE3) recuou 0,34%, pressionada pela queda de 0,32% do minério de ferro na bolsa de Dalian, enquanto Petrobras (PETR4) cedeu 0,46% em meio ao tombo superior a 2% do petróleo Brent.
Pressão externa: Fed e tecnologia pesam
Lá fora, os índices futuros de Nova York operam mistos, com S&P 500 praticamente estável e Nasdaq em leve queda de 0,19%, após a retração das ações de tecnologia na véspera. O discurso do presidente do Federal Reserve de Nova York, John Williams, reforçou a incerteza sobre cortes de juros “no curto prazo”, o que sustentou o fortalecimento do índice DXY em 0,17%, aos 100,33 pontos.
Na Europa, o Stoxx 600 recua 0,88% após PMIs mostrarem desaceleração industrial, e na Ásia o Nikkei desabou 2,4% com o núcleo da inflação japonesa em 3,0%, acima da meta do Banco do Japão. Esses dados elevam a aversão ao risco global, contribuindo para a fuga de capital de países emergentes.
Segundo a plataforma Valor Econômico, a combinação de dólar forte, commodities em baixa e incerteza com Fed cria ambiente adverso para bolsas latino-americanas.
O pregão segue volátil e pode ganhar novos catalisadores com a divulgação da primeira parcial da Ptax pelo Banco Central e, nos EUA, dados sobre atividade do setor de serviços. Para acompanhar outras oportunidades e promoções do mercado financeiro, visite nossa editoria de notícias e promoções e continue bem informado.
Crédito da imagem: Infomoney
Fonte: Infomoney