Trump retira tarifa de 40% sobre produtos brasileiros
Trump retira tarifa de 40% que incidia desde novembro sobre mais de 200 itens brasileiros, incluindo carne bovina, café, suco de laranja, peças de aeronaves e petróleo. O decreto, assinado nesta quinta-feira (20), vale retroativamente a 13 de novembro de 2025, permitindo que importadores peçam reembolso do imposto extra.
Entenda o que muda para exportadores e consumidores
A sobretaxa havia sido imposta como forma de pressão diplomática, elevando custos para empresas brasileiras e americanas. Com a revogação, as vendas externas voltam a ter alíquota zero, reduzindo o preço final ao consumidor nos Estados Unidos e melhorando a margem dos produtores nacionais. Segundo a Casa Branca, a decisão foi tomada após “progresso inicial” nas negociações abertas em outubro entre Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva.
Para o agronegócio, principal afetado pela medida, o alívio tarifário deve aumentar a competitividade da carne bovina e do café brasileiros, historicamente bem-avaliados no mercado norte-americano. Entidades setoriais, como Abiec e Abic, destacam que o diálogo técnico e o esforço diplomático liderado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin ajudaram a destravar o acordo.
Reações de governo e mercado
Em discurso no Salão do Automóvel, Lula classificou a retirada da tarifa como “importante, embora não definitiva” e convidou Trump a visitar o Brasil para aprofundar a agenda comercial. Já a Confederação Nacional da Indústria (CNI) considerou a medida um “avanço concreto” na relação bilateral.
Empresas norte-americanas que pagaram a tarifa após 13 de novembro poderão solicitar reembolso ao Tesouro dos EUA. A orientação detalhada ainda será publicada, mas a expectativa é de que o processo siga o padrão de restituições aduaneiras.
Imagem: Imagem ilustrativa
Para quem acompanha o comércio exterior, especialistas avaliam que a decisão sinaliza maior previsibilidade regulatória e pode abrir espaço para novas concessões tarifárias. A íntegra do decreto está disponível no site da Casa Branca, e análises preliminares, como a da Valor Econômico, reforçam o impacto positivo sobre a balança comercial brasileira.
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Crédito da imagem: Seudinheiro
Fonte: Seudinheiro