Negociações de paz EUA-Rússia em Abu Dhabi sob ataque
Negociações de paz EUA e Rússia ocorreram entre segunda-feira (18) e terça-feira (19) em Abu Dhabi, lideradas pelo secretário de Exército dos Estados Unidos, Dan Driscoll, mesmo momento em que uma onda de mísseis russos atingiu Kiev, deixando pelo menos seis mortos e danificando a infraestrutura de energia da capital ucraniana.
Conversas sigilosas nos Emirados
Segundo o porta-voz do Pentágono, tenente-coronel Jeff Tolbert, Driscoll e sua equipe mantiveram reuniões ao longo de dois dias com representantes russos “para alcançar uma paz duradoura na Ucrânia”. A identidade dos negociadores de Moscou não foi revelada. Ainda de acordo com Tolbert, o negociador norte-americano deve se reunir também com autoridades ucranianas em Abu Dhabi, numa tentativa de reduzir divergências sobre o rascunho de um plano de 28 pontos divulgado na semana passada.
O documento, elaborado pela Casa Branca, inclui exigências como cessão de território adicional à Rússia, limites ao tamanho das Forças Armadas ucranianas e veto à entrada de Kiev na Otan — condições rejeitadas pelo governo de Volodymyr Zelensky, que as classifica como “rendição disfarçada”.
Pressão militar e diplomática sobre Kiev
Enquanto as negociações avançavam, a capital da Ucrânia enfrentou ataques com mísseis balísticos e cerca de uma centena de drones, segundo autoridades locais. O bombardeio provocou cortes de luz e aquecimento em pleno inverno, levando moradores a buscar abrigo no metrô. Para analistas, a ofensiva russa aumenta a pressão psicológica sobre Kiev em meio às tratativas diplomáticas.
A postura dos Estados Unidos tem oscilado nos últimos meses. Em agosto, uma cúpula improvisada entre o presidente Donald Trump e Vladimir Putin, no Alasca, levantou receios na Europa de que Washington aceitasse concessões consideradas excessivas. Agora, o novo texto reforça esses temores. Detalhes do plano foram repercutidos por veículos internacionais, como a CNN Brasil, que apontam surpresa até dentro do próprio governo norte-americano.
O momento também coincide com discussões internas nos EUA sobre o nível de apoio militar e financeiro a Kiev. Caso avance, o acordo poderia redesenhar o mapa político da região, mas tem potencial de encontrar forte resistência no Congresso norte-americano, em parlamentos europeus e, sobretudo, na sociedade ucraniana.
As próximas 48 horas serão decisivas para saber se a mediação liderada por Dan Driscoll resultará em um texto aceitável para todas as partes. Para acompanhar desdobramentos de temas que impactam diretamente seu planejamento financeiro — de variações cambiais a movimentos geopolíticos — visite a página inicial da Nova Smiles e continue informado.
Crédito da imagem: Infomoney
Fonte: Infomoney