Exercícios militares dos EUA no Caribe irritam Venezuela
Exercícios militares dos EUA em território de Trinidad e Tobago foram duramente criticados pelo ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, que classificou as manobras como “ameaça direta” à segurança do país e do continente.
Reação de Caracas
Durante evento público neste sábado (22), Padrino afirmou que Trinidad e Tobago, a apenas 11 km da costa venezuelana, “emprestou seu território” para operações que, segundo ele, visam intimidar Caracas. O ministro pediu o fim das “mentiras e injúrias” e lamentou que o governo trinidense “degrade sua soberania” ao permitir a presença do Exército norte-americano.
Operação Lança do Sul amplia tensão
Os exercícios fazem parte da “Operação Lança do Sul”, maior mobilização naval dos EUA no Caribe desde a Crise dos Mísseis, em 1962. O porta-aviões Gerald R. Ford está na região desde o último fim de semana, acompanhado por cerca de 15 mil militares, incluindo fuzileiros navais em navios anfíbios e tropas em bases de Porto Rico.
Washington afirma que a iniciativa tem foco no combate ao narcotráfico. De setembro até agora, ações contra embarcações suspeitas deixaram ao menos 80 mortos, muitos deles em botes que, segundo os EUA, partiram da Venezuela. A escalada incluiu autorização para operações secretas da CIA dentro do território venezuelano.
Contexto internacional
Padrino frisou que “manobras inocentes não existem” e que a presença militar norte-americana representa risco de “morte e destruição massiva”. Em paralelo, o presidente dos EUA, Donald Trump, não descarta diálogo com Nicolás Maduro, mas avalia classificar como organização terrorista um suposto cartel ligado ao líder venezuelano. Detalhes sobre a operação foram repercutidos por veículos internacionais, como a CNN Brasil, que destaca o incremento da frota americana na área.
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Crédito da imagem: Infomoney
Fonte: Infomoney