Tarifaço de Trump: Brasil reverte tarifa de 40%
Tarifaço de Trump é o termo que resume a sobretaxa de 40% imposta pelos Estados Unidos a dezenas de produtos brasileiros e que, agora, foi retirada após meses de negociações entre Brasília e Washington. A decisão, que passa a valer em 13 de novembro, beneficia itens como carne bovina, café, açaí e cacau, preservando bilhões de reais em exportações.
Diálogo desde o primeiro dia
A reação do governo Lula foi imediata. Em 3 de abril, menos de 24 horas após o anúncio da medida, o presidente criticou o protecionismo, citando a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a recém-aprovada lei da reciprocidade econômica. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, reforçou que guerras tarifárias “enfraquecem a OMC” e geram insegurança para investimentos.
Cartas, bastidores e mais de dez rodadas
Quando Donald Trump elevou a sobretaxa total para 50% em julho, Brasília intensificou a pressão. Houve envio de duas cartas oficiais ao governo norte-americano e reuniões discretas com empresários dos dois países. Em 23 de novembro, o chanceler Mauro Vieira contabilizou “mais de dez rodadas de conversas” para tentar frear o aumento.
Vitórias parciais pavimentaram a suspensão
Mesmo antes do anúncio definitivo, algumas conquistas sinalizaram que a estratégia de paciência surtia efeito. Em setembro, Washington zerou a tarifa adicional sobre celulose e ferro-níquel brasileiros, avanço que Alckmin classificou como “importante, mas insuficiente”. Dias depois, na Assembleia Geral da ONU, Trump elogiou a “química excelente” com Lula, reforçando a abertura para uma solução negociada.
A ligação decisiva entre Lula e Trump
O ponto de virada ocorreu em 6 de outubro, quando os presidentes conversaram por telefone e concordaram em abrir tratativas formais. Segundo Trump, “houve progresso inicial” suficiente para retirar a sobretaxa sobre diversos produtos agrícolas. A confirmação pública veio nesta quinta-feira (21), selando uma vitória diplomática e econômica para o agronegócio brasileiro.
Imagem: Ricardo Stuckert/PR
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Crédito da imagem: G1
Fonte: G1