Minerais críticos: MME cria regras e mira R$5,2 bi/ano
Minerais críticos entram no radar de investidores após o Ministério de Minas e Energia (MME) publicar portaria que regulamenta a emissão de debêntures destinadas a projetos de exploração e transformação desses insumos vitais para a transição energética.
O que mudou com a nova portaria
Debêntures, que são títulos de dívida emitidos por empresas para captar recursos sem recorrer a bancos, agora poderão financiar cobalto, cobre, lítio, níquel e elementos das chamadas terras raras. O MME estima captar R$ 5,2 bilhões por ano, dos quais R$ 3,7 bilhões ficarão na etapa de transformação mineral — fase que agrega valor ao minério extraído.
Até 49% dos recursos levantados poderão ser aplicados diretamente na lavra e no desenvolvimento de minas, desde que vinculados a projetos de beneficiamento. A pasta afirma que a medida busca atrair capital privado, criar empregos qualificados e fortalecer a cadeia industrial que produz baterias, turbinas eólicas, painéis solares e componentes eletrônicos.
Projetos contemplados e impacto no bolso do brasileiro
Entre os empreendimentos destacados estão plantas de sulfato de níquel e cobalto em São Paulo e no Pará, além de unidades de carbonato de lítio em Minas Gerais. Esses minerais são essenciais para baterias de veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia, setores que devem crescer à medida que governos e empresas aceleram metas de descarbonização.
Segundo analistas, a criação de um mercado de debêntures voltadas a minerais críticos pode reduzir o custo de capital das mineradoras, tornando os projetos mais competitivos e, no longo prazo, barateando produtos de tecnologia limpa. Como explica matéria do Valor Econômico, a demanda global por lítio e níquel deve dobrar até 2030, o que reforça a relevância da iniciativa brasileira.
Imagem: Reprodução/TV Globo
Com a norma, o governo pretende posicionar o país como fornecedor estratégico na cadeia mundial de energia limpa. Para o pequeno investidor, as debêntures podem surgir como alternativa de diversificação de carteira, mas é fundamental avaliar prazo, risco de crédito e tributação antes de aplicar.
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Crédito da imagem: G1
Fonte: G1