Pix completa 5 anos: evolução, cifras e próximos passos
Pix completa 5 anos neste domingo (16) e, em apenas meia década, a plataforma do Banco Central movimentou R$ 85,5 trilhões, virou método preferido de pagamento de 170 milhões de brasileiros e agora se prepara para novos desafios de segurança e internacionalização.
Cinco anos de cifras recordes
Desde a estreia, em 2020, o Pix acumulou 890 milhões de chaves cadastradas e reduziu o uso de dinheiro físico: os saques em espécie caíram 35% no período. Só em 2024, foram R$ 26 trilhões transferidos — valor equivalente a quase dois PIBs e meio do país. Segundo estatísticas do Banco Central, no segundo trimestre de 2025 ocorreram 19,3 bilhões de pagamentos via Pix, 53,5% acima do total registrado com cartões. A adoção massiva estimulou a concorrência entre instituições e barateou as taxas para o comércio: receber via Pix custa, em média, um quarto do valor cobrado nas transações com cartão.
Funcionalidades que mudaram o dia a dia
O sucesso não veio apenas da transferência instantânea entre pessoas. Recursos como Pix Cobrança, Pix Saque & Troco e Pix Agendado tornaram o sistema atraente para lojistas, autônomos e prestadores de serviço. Já o Pix por Aproximação levou a experiência dos cartões contactless para o celular, enquanto o Pix Automático — em fase final de testes — promete democratizar o antigo débito automático, permitindo o pagamento recorrente de contas com segurança reforçada.
Golpes em alta e a corrida pela segurança
O crescimento trouxe também problemas: em 2024, fraudes via Pix geraram R$ 6,5 bilhões em perdas, alta de 80% sobre o ano anterior. Para conter o avanço dos golpes, o BC fortaleceu o Mecanismo Especial de Devolução (MED), que já recuperou quase R$ 400 milhões, e prepara o MED 2.0, capaz de rastrear o dinheiro em diversas contas e bloquear valores antes que desapareçam. Outras medidas incluem a coincidência cadastral — checagem automática entre dados da chave e a Receita Federal — e a possibilidade de bloquear a criação de novas chaves associadas ao CPF.
O que vem por aí
Entre novembro e o início de 2026, o BC deve regulamentar o Pix Parcelado, em que o lojista recebe à vista e o comprador paga em prestações, e lançar o Pix Duplicata para agilizar transações entre empresas. A agenda ainda contempla a internacionalização do sistema, permitindo que brasileiros façam pagamentos instantâneos fora do país com regras padronizadas.
Imagem: Arte/g1
Em apenas cinco anos, o Pix transformou a forma como o brasileiro lida com dinheiro e abriu caminho para novos modelos de negócio. Se quiser acompanhar mais novidades e promoções sobre meios de pagamento, visite nossa seção de Notícias e Promoções.
Crédito da imagem: G1
Fonte: G1