Ibovespa recua em meio à aversão ao risco global
Ibovespa abre a sexta-feira pressionado pelo clima de cautela no exterior, numa sessão em que investidores avaliam dados robustos de emprego nos Estados Unidos e incertezas sobre o rumo dos juros americanos.
Emprego forte nos EUA adia corte de juros
O relatório payroll divulgado ontem apontou criação de 119 mil vagas em setembro, muito acima das 51 mil previstas pelo consenso. Embora a taxa de desemprego tenha subido para o maior nível em quase quatro anos, o mercado interpretou o número de postos de trabalho como sinal de que a economia segue aquecida. A leitura esfriou as apostas de redução de juros pelo Federal Reserve em dezembro.
A ferramenta CME FedWatch mostra 64,9% de probabilidade de manutenção dos Fed Funds e 35,1% de chance de alta de 0,25 ponto. Como lembra a CNN Brasil Business, a ata do Fomc publicada na véspera reforçou a divisão interna do banco central norte-americano, ampliando a incerteza sobre a política monetária.
Bolsas, commodities e criptos em queda
Com o custo do dinheiro devendo permanecer alto por mais tempo, bolsas asiáticas recuaram mais de 2% e os índices europeus operam no vermelho. Em Nova York, futuros mostram leves ganhos, mas não anulam o mau humor global. Entre as commodities, o petróleo Brent cai 2,1%, a US$ 62,02, após sinalização de que Kiev discute um plano de paz com Washington, o que poderia elevar a oferta no mercado. No universo cripto, o bitcoin desaba 10,7%, negociado a US$ 82 mil, enquanto o ethereum perde 11%, a US$ 2,6 mil.
Reação do mercado brasileiro
No último pregão antes do feriado, o principal índice da B3 já havia cedido 0,73%, aos 155.380,66 pontos. O dólar à vista encerrou a R$ 5,3385 (+0,39%) e o ETF EWZ, que replica o Ibovespa em Nova York, recua 0,31% no pré-mercado, cotado a US$ 31,80.
No noticiário local, agentes de mercado acompanham o decreto do ex-presidente dos EUA Donald Trump que suspendeu a sobretaxa de 40% sobre produtos brasileiros como carne bovina, café e suco de laranja. A medida tende a favorecer empresas exportadoras desses segmentos, mas o alívio ainda não foi suficiente para compensar a aversão ao risco global.
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A agenda desta sexta traz os índices PMI preliminares na zona do euro e nos EUA, além da pesquisa de confiança do consumidor da Universidade de Michigan, dados que podem alterar as expectativas para juros lá fora. No Brasil, não há indicadores relevantes previstos.
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Crédito da imagem: Moneytimes
Fonte: Moneytimes