Queda de juros e inflação sinalizam novo regime, diz XP
Queda de juros e inflação simultâneas levam a XP Investimentos a afirmar que o mercado acionário brasileiro pode ter entrado em um “novo regime” de alta, cenário historicamente associado a retornos anuais acima de 11% em termos reais e valorização média de 26% no Ibovespa.
Retorno potencial se apoia em ciclos passados
O relatório compara o momento atual a períodos de desinflação vividos nos últimos 20 anos. Entre 2003 e 2007, por exemplo, a combinação de Selic em queda, preços controlados e expansão do crédito fez o Ibovespa saltar de 11 mil para 44 mil pontos. Movimento semelhante ocorreu de 2016 a 2019, quando a taxa básica recuou de 14,25% para 6,5% e o índice ultrapassou 115 mil pontos.
Segundo a corretora, padrões macroeconômicos parecidos costumam gerar retorno real de 11,2% ao ano. Essa estimativa leva em conta a inflação já abaixo da média dos últimos três anos e o atual horizonte de cortes na Selic.
Informações do Banco Central mostram que as expectativas de mercado apontam para inflação abaixo de 4% em 2024, reforçando a visão de desaceleração dos preços.
Setores que podem liderar e os que tendem a ficar atrás
Empresas de varejo, transportes e bancos são as principais candidatas a capturar o novo ciclo, por se beneficiarem diretamente de crédito mais acessível e da retomada do consumo. Já segmentos como educação, imobiliário, óleo, gás e petroquímica tendem a entregar performance inferior, pois dependem de investimentos de longo prazo ou são menos sensíveis à Selic.
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Na análise por fatores, ações de Momentum lideram o desempenho no ambiente atual, seguidas por papéis de Valor e Qualidade. Por outro lado, companhias classificadas como baixo risco não costumam se destacar nesses ciclos.
Se a trajetória de inflação e juros se mantiver, a XP acredita que o investidor deve calibrar a carteira para capturar o potencial de alta do Ibovespa, priorizando setores pró-cíclicos e fatores de retorno historicamente vencedores. Para continuar acompanhando notícias que podem impactar seus investimentos, visite nossa editoria de notícias e fique por dentro das próximas análises.
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Fonte: Einvestidor.estadao