Falta de mão de obra no campo pressiona produtores
Falta de mão de obra no campo tem encarecido a produção agrícola no interior de São Paulo e obrigado fazendeiros a rever processos de colheita e manutenção das lavouras.
Produtores reduzem ritmo de colheita
Na fazenda administrada por Ione Gomes, os 80 mil pés de seringueira exigem equipes volumosas durante a sangria — etapa que retira o látex. A escassez de trabalhadores, porém, limita as contratações sazonais. A mesma propriedade cultiva laranja: enquanto a colheita será terceirizada, a poda e os tratos culturais ficaram a cargo de um quadro enxuto de funcionários fixos.
O produtor Mário Santesso enfrenta problema semelhante. Dos 5 mil pés de tomate, ele consegue extrair de 200 a 300 caixas por semana, volume que poderia ser maior se contasse com mais gente no campo. Hoje a lavoura é cuidada por apenas seis colaboradores, número considerado abaixo do mínimo ideal.
Tecnologia surge como saída
Diante da dificuldade de contratar mão de obra, muitos produtores buscam alternativas mecanizadas. Em Ibirá (SP), uma indústria de cabines e vidros agrícolas fornece máquinas que reduzem a dependência de operadores humanos em etapas como pulverização e transporte interno. Essa tendência de modernização, apontada também por levantamento do Valor Econômico, deve acelerar nos próximos ciclos, sobretudo em propriedades de médio porte.
A adoção de equipamentos mais sofisticados envolve investimento inicial relevante, mas, segundo especialistas, pode compensar a longo prazo ao diminuir custos trabalhistas, reduzir perdas na safra e aumentar a produtividade em períodos críticos.
Imagem: TV TEM/Reprodução
Ficar atento aos custos e às oportunidades de automação tornou-se fundamental para quem produz no campo. Se você quer acompanhar mais análises sobre eficiência e estratégias de redução de gastos, visite nossa página inicial e continue explorando conteúdos que ajudam a otimizar resultados.
Crédito da imagem: G1
Fonte: G1