Medição de carbono tropical: Bayer e Embrapa avançam
Medição de carbono em climas tropicais acaba de ganhar uma ferramenta própria: uma calculadora desenvolvida pela Bayer Brasil em parceria com a Embrapa, anunciou o CEO Marcio Santos durante a COP 30, em Belém (PA).
Por que o cálculo precisa mudar
As primeiras metodologias de pegada de carbono nasceram em países de clima temperado, onde há até neve antes do plantio. Para Santos, usar esses mesmos parâmetros no Brasil distorce resultados, já que a agricultura tropical tem dois ciclos de safra por ano, plantio direto e inoculação de solo. Ao considerar essas práticas, a nova abordagem reflete com mais precisão o impacto ambiental das lavouras nacionais.
Resultado: pegada de soja um terço da média global
Depois de cinco anos de testes com mais de 2 mil produtores, a calculadora apontou que a soja brasileira gera cerca de 700 quilos de CO₂ por tonelada produzida, contra mais de 2 toneladas na média mundial. O executivo ressaltou que, além de guiar produtores na adoção de boas práticas, a métrica pode embasar negociações diplomáticas entre países de clima semelhante.
Próximos passos e alinhamento internacional
A Bayer defende um acordo com outras nações tropicais para que a metodologia seja reconhecida globalmente. Segundo Santos, padronizar critérios aumentará a competitividade do agronegócio brasileiro e dará transparência às metas de descarbonização.
De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), instrumentos adaptados ao trópico tendem a reduzir custos de certificação e atrair investimentos verdes para o setor.
Quer acompanhar outras notícias e promoções que podem impactar o seu bolso? Visite nossa seção dedicada em Notícias e Promoções e continue informado.
Crédito da imagem: Infomoney
Fonte: Infomoney