Acordo Mercosul-UE pode ser assinado em 20 de dezembro
Acordo Mercosul-UE deve finalmente sair do papel em 20 de dezembro, segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que falou neste domingo (23) em Joanesburgo, na África do Sul. O pacto comercial, negociado há mais de duas décadas, envolverá cerca de 722 milhões de consumidores e somará US$ 22 trilhões em Produto Interno Bruto (PIB), formando a maior zona de livre comércio do planeta.
Assinatura será em Foz do Iguaçu
A data coincide com a próxima Cúpula de Líderes do Mercosul, marcada para Foz do Iguaçu (PR), cidade que receberá chefes de Estado dos quatro países-membros. O Brasil exerce a presidência rotativa do bloco neste semestre e pretende usar o encontro para formalizar o acordo. Lula afirmou que, salvo compromissos em Brasília, evitará outras viagens internacionais até a cerimônia.
Trâmites ainda pendentes nos dois blocos
De acordo com a Comissão Europeia, o texto foi oficialmente apresentado em setembro. Agora, precisa passar pelo crivo do Parlamento Europeu e dos 27 Estados-membros da União Europeia. Nos países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai), a ratificação também depende dos parlamentos nacionais. Especialistas apontam que, quando em vigor, o tratado reduzirá tarifas de importação, ampliará o fluxo de investimentos e poderá baratear produtos como automóveis e equipamentos industriais.
Presença de Milei ainda é incógnita
Até o momento, o presidente argentino Javier Milei não confirmou participação na cúpula. Em julho, ele declarou que o Mercosul “prejudicava” a maioria dos cidadãos, mas não indicou se pretende vetar o acordo. A ausência, porém, não impede a assinatura inicial, já que cada país poderá homologar o documento internamente depois.
Imagem: Reprodução
Para aprofundar os impactos econômicos do tratado, o Valor Econômico publicou análises detalhadas sobre ganhos em exportações agrícolas e industriais. Se você quer acompanhar outras notícias e promoções que afetam o seu bolso, continue navegando na nossa editoria.
Crédito da imagem: G1
Fonte: G1