Reforma Tributária 2026: empresas correm para atualizar sistemas
Reforma tributária 2026 coloca as companhias diante de um cronograma apertado para rever processos, treinar equipes e adequar seus ERPs antes que o novo Imposto sobre Valor Agregado (IVA) comece a ser testado já no próximo ano.
Sistema 150 vezes maior que o PIB entra em testes
A Receita Federal inicia em 2025 uma plataforma inédita para operacionalizar o pagamento da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e, futuramente, do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Projetado para movimentar um volume 150 vezes superior ao Produto Interno Bruto, o sistema funcionará em fase piloto até 2026, com alíquota simbólica de 1 % para evitar impacto no caixa das empresas.
A partir de 2027, quando PIS e Cofins deixam de existir, o chamado split payment passará a valer para transações business to business, concentrando a cobrança federal na CBS. Entre 2029 e 2032, ICMS e ISS serão gradualmente substituídos pelo IBS em municípios e estados.
Especialistas alertam para gargalos nos ERPs
Para Fernando Brolo, CSMO da Logithink, o “calcanhar de Aquiles” será a entrada de notas fiscais dos fornecedores. Com cerca de 200 novos campos, documentos mal lidos podem travar a cadeia de pagamentos e fazer a empresa perder créditos tributários, afetando fluxo de caixa.
Reginaldo Stocco, da vhsys, recomenda simular cenários e revisar o regime tributário agora. “Quem se mexer antes chegará em 2026 com vantagem competitiva”, afirma.
Já Jhonny Martins, vice-presidente do SERAC, vê necessidade de integrar sistemas de faturamento e meios de pagamento aos bancos: “Adaptar hoje evita que o imposto vire gargalo de crescimento amanhã”.
Cláudio Costa, da Selbetti, acrescenta que a mudança é oportunidade de acelerar a transformação digital, automatizar rotinas fiscais e criar indicadores confiáveis.
Imagem: Reprodução de apresentação da Receita
Receita minimiza complexidade, mas confirma ajustes
O órgão tributário assegura que os campos essenciais das notas — CNPJ, valor, código tributário — permanecem. A novidade será informar se a venda é para setor privado, governo ou entidades do Prouni. Segundo Marcos Flores, gerente do programa, bastará instalar a “calculadora” gratuita da Receita no software emissor para garantir conformidade.
O Fisco também prevê três classificações para créditos de cadeia produtiva: apropriado, parcialmente apropriado ou não apropriado, permitindo que o comprador quite o tributo via Darf quando necessário.
Para quem quer detalhes técnicos, o Valor Econômico traz análises adicionais sobre o cronograma de implementação.
Entender o impacto prático da reforma é essencial para evitar multas e preservar a competitividade. Se deseja acompanhar mais novidades que afetam o seu bolso, visite nossa editoria de Notícias e Promoções e fique por dentro.
Crédito da imagem: G1
Fonte: G1