Medo extremo criptomoedas: capitalização cai US$1,1 tri
Medo extremo criptomoedas domina o sentimento dos investidores após o valor total do mercado encolher US$ 1,1 trilhão em 41 dias, queda média de US$ 27 bilhões por dia.
Derretimento sem gatilho evidente
A capitalização global das moedas digitais está 10% abaixo do nível de 10 de outubro, data que registrou a maior liquidação diária da história, cerca de US$ 20 bilhões. Apesar do tombo, não ocorreu nenhum evento negativo específico no setor. Ao contrário: nos últimos dias, o ex-presidente Donald Trump reiterou que transformar os EUA no “país número 1 em cripto” é prioridade.
Analistas apontam que o recuo foi provocado por ajustes de posição de investidores institucionais. Desde 10 de outubro, fundos negociados em bolsa (ETFs) ligados a Bitcoin sofreram resgates de US$ 3,9 bilhões, enquanto o total de saídas dos ETFs de cripto supera US$ 1,2 bilhão. O ambiente de alavancagem elevada — operações de 20 x a 100 x são comuns — ampliou as liquidações em cascata.
Indicador de medo em mínima anual
O Índice de Medo e Ganância para cripto moedas despencou a 11 de 100, nível classificado como “medo extremo”. Dos últimos sete dias, quatro ficaram nessa faixa. Em todo o ano, houve apenas 11 dias de medo extremo; quatro deles ocorreram na última semana.
Historicamente, períodos de pessimismo profundo antecedem fortes recuperações, mas o caminho depende dos fatores que afetam o bolso dos consumidores e a acessibilidade ao mercado:
- Positivos: cortes de juros, possíveis cheques de estímulo de US$ 2 mil, pagamento retroativo a servidores e avanços no marco regulatório.
- Negativos: inflação persistente, alta do desemprego, manutenção de juros elevados e entraves legislativos.
Desempenho semanal e panorama regulatório
Entre 10 e 17 de novembro, o Bitcoin caiu 13,04%, cotado a US$ 91.768, e o Ethereum recuou 15,50%, para US$ 2.995. O valor de mercado das stablecoins ficou praticamente estável em US$ 304 bilhões, enquanto o total travado em DeFi caiu quase 10%.
Imagem: Imagem ilustrativa
No front regulatório, três movimentos merecem atenção:
- O JPMorgan lançou o JPM Coin na Base, camada 2 da Coinbase, reforçando o Ethereum como infraestrutura de liquidação global.
- A CFTC planeja liberar negociação à vista com alavancagem em bolsas reguladas dos EUA já no próximo mês.
- A Circle pode ter de dividir o USDC em duas versões para cumprir simultaneamente as exigências da UE (MiCA) e dos EUA (GENIUS), o que tende a fragmentar liquidez.
Para acompanhar outros desdobramentos, vale monitorar portais de referência como o InfoMoney, que atualiza indicadores em tempo real.
A sensação de medo extremo pode assustar, mas também cria oportunidades para quem busca pontos de entrada estratégicos. Se deseja ampliar o repertório de finanças pessoais e ficar por dentro das principais notícias do setor, visite nossa editoria de notícias e continue acompanhando nossas análises.
Crédito da imagem: Empiricus
Fonte: Empiricus