Corte de tarifas dos EUA reforça normalidade com Brasil
Corte de tarifas pelos EUA sobre produtos como café, carne bovina, açaí e banana deve beneficiar exportadores brasileiros, segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que vê na medida a volta da “normalidade” nas relações comerciais entre Brasília e Washington.
Produtos brasileiros ganham fôlego no mercado americano
O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta sexta-feira (data mantida conforme o original), a redução de tarifas de importação para itens agrícolas nos quais o Brasil é destaque global. Café, carne bovina e frutas tropicais agora entram no mercado norte-americano com custo tributário menor, aumentando a competitividade dos produtores nacionais. Fávaro celebrou o movimento como “retomada do lugar natural” do país na pauta de abastecimento dos EUA, lembrando que o Brasil é hoje o maior fornecedor de café em nível mundial.
Diplomacia destrava comércio bilateral
Para o ministro, a revisão tarifária decorre diretamente do encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizado duas semanas atrás, na Malásia. Ele acredita que o diálogo de alto nível abriu espaço para uma “boa diplomacia”, afastando o que classificou como “fake news” que vinham prejudicando a imagem do agronegócio nacional. Embora reconheça que divergências persistem, Fávaro aposta em negociações técnicas, sem ruídos, para resolver pendências remanescentes.
Especialistas apontam que a redução tarifária pode ampliar o superávit da balança comercial brasileira com os Estados Unidos, hoje principal destino de manufaturados e segundo maior importador de produtos do campo. Segundo dados do Ministério da Economia, as vendas externas de café somaram US$ 5,6 bilhões em 2023. Com o novo cenário tributário, a receita pode crescer nos próximos ciclos de colheita, dependendo da cotação internacional e da demanda do consumidor norte-americano. Em análise semelhante, o Valor Econômico classificou a medida como um sinal de reaproximação estratégica entre as nações.
Para Fávaro, os 200 anos de parceria comercial voltam a se firmar em bases “mais previsíveis”. Ele lembra que, além de gerar divisas, o comércio agrícola ajuda a segurar o dólar e impacta diretamente o bolso do consumidor brasileiro, que sente o efeito cambial nos preços de itens importados e no custo de viagens internacionais.
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Crédito da imagem: Infomoney
Fonte: Infomoney