Situação dos Correios pressiona contas públicas, diz Fazenda
Situação dos Correios é considerada “muito ruim” pelo Ministério da Fazenda e já elevou a projeção de déficit do governo, revelou o secretário-executivo Dario Durigan.
Déficit maior em 2024 e risco ampliado para 2026
O relatório bimestral de receitas e despesas, divulgado na sexta-feira (22), indicou que o bloqueio de gastos dos ministérios caiu de R$ 12,1 bilhões para R$ 7,7 bilhões. Apesar do alívio, a projeção de déficit fiscal subiu justamente por causa do prejuízo dos Correios, que exige cobertura do Tesouro Nacional. Segundo Durigan, os problemas estruturais da estatal podem gerar um impacto ainda mais severo em 2026, quando está prevista a meta de superávit de 0,25% do PIB.
Plano de recuperação e alternativas de financiamento
Entre as alternativas avaliadas, a equipe econômica discute uma operação de crédito com garantia do Tesouro, descartando por ora um aporte direto de capital. A empresa também estuda um programa de desligamento voluntário e busca recursos para modernizar a logística. Conforme apurou o Valor Econômico, a reestruturação pode envolver até R$ 20 bilhões em investimentos e cortes de custos.
Durigan reafirmou que a meta de déficit zero para 2025 segue mantida. No entanto, para 2026 o governo depende de projetos em tramitação no Congresso que podem acrescentar R$ 30 bilhões em receitas, como a taxação de apostas online, revisão de benefícios fiscais e nova cobrança sobre instituições financeiras.
O secretário-executivo do Planejamento, Gustavo Guimarães, acrescentou que parte da folga orçamentária liberada já foi consumida por despesas obrigatórias, restando apenas R$ 644 milhões de margem este ano.
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Crédito da imagem: Investnews
Fonte: Investnews