Nubank demissões e fim do home office geram protesto
Nubank demissões voltaram aos holofotes após 300 funcionários lerem uma carta-manifesto que contesta o fim do trabalho remoto e pede a revisão de 14 desligamentos por justa causa.
O que motivou a carta-manifesto
Desde 6 de novembro, o Nubank determinou a migração gradual para o modelo presencial: uma semana por trimestre até junho de 2026, dois dias por semana a partir de julho de 2026 e três dias semanais em janeiro de 2027, impactando cerca de 70 % do quadro. A mudança encerra a flexibilidade que a fintech adotou na pandemia.
Na plenária organizada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, os colaboradores afirmaram que não receberam dados que comprovem queda de produtividade em home office nem tiveram a proposta negociada previamente com a entidade.
Detalhes das demissões contestadas
Segundo participantes da reunião, 12 profissionais teriam sido demitidos após questionarem o novo regime durante encontro com o CEO, David Vélez, e outros dois por suspeita de tentativa de sabotagem de sistemas internos. A carta solicita recontratação imediata, alegando falta de fundamentação clara e risco de punição a quem não assinar o aditivo contratual.
Calendário de negociação
Uma reunião entre diretoria e sindicato está marcada para quarta-feira, 19, para discutir a política presencial e a possibilidade de reverter os desligamentos. O movimento ganhou repercussão nacional e reforça debates sobre governança e clima organizacional em grandes fintechs. Em reportagem recente, o InfoMoney detalhou o cenário de pressão interna na companhia, ressaltando que ajustes trabalhistas podem envolver custos extras com transporte, benefícios e infraestrutura.
Imagem: Imagem ilustrativa
Impactos para o mercado de trabalho híbrido
Para outras empresas de tecnologia, o caso serve de alerta: mudanças unilaterais elevam riscos de passivos trabalhistas, exigem revisão de benefícios e podem comprometer a retenção de talentos. Já contadores e gestores de RH precisarão recalcular encargos e alinhar contratos aos acordos coletivos, evitando custos surpresa com FGTS, INSS e vale-transporte.
O desenrolar das negociações no Nubank revelará se a fintech manterá a estratégia presencial ou recuará diante da mobilização. Acompanhe os próximos capítulos em nossa editoria e veja como essas decisões podem influenciar políticas de trabalho em todo o setor financeiro. Para mais atualizações sobre o tema, visite nossa seção de notícias e promoções e continue informado.
Crédito da imagem: Altarendablog
Fonte: Altarendablog