Tarifa dos EUA a produtos brasileiros cai e anima mercado
Tarifa dos EUA a produtos brasileiros foi reduzida após Washington revogar o adicional de 40% que incidia sobre mais de 200 itens, como café, carne bovina e frutas. A decisão, assinada em 20 de novembro e válida desde 13/11, melhora o humor dos investidores nesta sexta-feira, 21, e reforça a expectativa de um acordo comercial mais amplo entre os dois países.
Exportadores ganham fôlego
Com a retirada do sobrepreço, empresas brasileiras do agronegócio e de logística entram no radar de valorização. Analistas apontam que frigoríficos, cooperativas de café e operadores portuários devem sentir alívio imediato no fluxo de caixa, já que o custo de acessar o mercado norte-americano diminui. Segundo matéria do jornal Valor Econômico, os EUA compram quase US$ 4 bilhões anuais em café brasileiro, volume que pode crescer caso o câmbio permaneça favorável.
Cenário global ainda cauteloso
Apesar do impulso local, o exterior permanece volátil. Relatório de emprego (“payroll”) divulgado nos EUA mostrou criação de 119 mil vagas em setembro, acima do previsto, porém com desemprego na máxima em quatro anos. O dado sustenta apostas de corte de juros pelo Federal Reserve já em dezembro. Na renda variável, a queda das gigantes de tecnologia continua pressionando os índices: às 7h20, futuros do Nasdaq cediam 0,78% e o Stoxx 600 europeu recuava 1%. Na Ásia, Nikkei e Hang Seng fecharam em baixa superior a 2% diante das dúvidas sobre uma possível “bolha de IA”.
Impactos para o investidor brasileiro
No curto prazo, o real pode ganhar força com entrada adicional de divisas vindas das exportações, o que ajuda a conter a inflação de importados. Ações ligadas a commodities agrícolas tendem a performar melhor, enquanto o recuo nos rendimentos das Treasuries reforça o apetite por renda fixa atrelada ao CDI no Brasil. Já o pacote de estímulo de US$ 135 bilhões aprovado no Japão adiciona volatilidade ao iene e ao petróleo Brent, que cede 1,8% a US$ 62,20 o barril.
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Crédito da imagem: Investnews
Fonte: Investnews