Afroturismo: 7 roteiros para vivenciar a herança africana
Afroturismo vem ganhando destaque no Brasil: de 2024 para 2025, a busca por passeios focados na cultura afro-brasileira subiu 30%, segundo a plataforma de reservas Civitatis. A tendência se intensifica na semana do Dia da Consciência Negra e oferece ao viajante a oportunidade de mergulhar em histórias de resistência, religiões de matriz africana, sabores típicos e tradições que moldaram a identidade nacional.
Por que cresce o interesse por experiências afrocentradas
Além da valorização da diversidade, roteiros afroturísticos entregam impacto socioeconômico direto às comunidades visitadas. No Free Tour da Herança Africana, por exemplo, as reservas avançaram 48% no Rio de Janeiro, impulsionadas pela curiosidade sobre a Pequena África e o Cais do Valongo, Patrimônio Mundial da Unesco. O movimento acompanha um debate global sobre turismo responsável, tema reforçado por reportagens de veículos de referência, como a CNN Brasil.
Conheça as 7 vivências imperdíveis
Rio de Janeiro (RJ) – O Free Tour percorre Praça Mauá, Largo de São Francisco da Prainha, Pedra do Sal e encerra no Cais do Valongo, em cerca de duas horas e meia de caminhada guiada.
Serra da Barriga (AL) – A excursão ao Parque Memorial Quilombo dos Palmares leva visitantes ao antigo refúgio de Zumbi. Inclui transporte a partir de Maceió e almoço no restaurante Baobá, especializado em culinária afro-indígena.
Salvador (BA) – Três roteiros complementares: 1) tour sobre o candomblé aliado à visita ao Museu Afro-Brasileiro; 2) circuito dos principais marcos afro-soteropolitanos, com paradas no Rio Vermelho, Dique do Tororó, Feira de São Joaquim e terreiro de candomblé, finalizado com almoço típico; 3) aula prática de capoeira no Largo do Pelourinho, Patrimônio Imaterial da Humanidade.
Recôncavo Baiano (BA) – A imersão no Quilombo Kaonge inclui a feira de Santo Amaro da Purificação, relatos de um griô, oficina culinária na Casa da Farinha e almoço quilombola.
Imagem: Imagem ilustrativa
Chapada dos Veadeiros (GO) – Depois do rafting, o grupo visita a comunidade Kalunga da Diadema, um dos maiores territórios quilombolas do país, e almoça pratos preparados pelos próprios moradores.
De passeios urbanos a experiências em quilombos centenários, as sete sugestões mostram que viajar também pode ser um ato de reconhecimento histórico. Para planejar o próximo roteiro e descobrir outros destinos que cabem no bolso, acesse o portal e continue acompanhando nossas publicações.
Crédito da imagem: Viagemeturismo.abril
Fonte: Viagemeturismo.abril