ADRs brasileiras caem em NY; Azul desaba 11% e Vale 1,6%
ADRs brasileiras – recibos de ações negociados em Nova York que replicam papéis listados no Brasil – recuaram em bloco nesta quinta-feira (20) enquanto a B3 ficou fechada pelo feriado da Consciência Negra. O mercado americano, que começou animado pelos resultados da Nvidia, virou para o negativo após dados de emprego mais fortes que o esperado nos Estados Unidos.
Azul lidera perdas; Vale, Petrobras e Itaú também sofrem
Entre os destaques negativos, o recibo da companhia aérea Azul mergulhou 11,23%, refletindo a sensibilidade do setor a juros elevados e dólar mais caro. StoneCo (-6,69%) e PagSeguro (-6,51%) também figuraram entre as maiores quedas. Gigantes como Vale (-1,64%), Petrobras PN (-1,99%) e Itaú Unibanco (-1,41%) acompanharam o movimento, sinalizando que o humor global pesou inclusive sobre empresas ligadas a commodities e setor bancário.
Na ponta contrária, poucos papéis escaparam: BB Seguridade (+1,43%) e Cyrela (+1,09%) avançaram, amparados por fundamentos domésticos defensivos. O ETF EWZ, considerado o “Ibovespa em dólar”, recuava 1,97% às 17h54, antecipando um possível dia negativo para o índice brasileiro na reabertura.
Emprego aquecido nos EUA amplia temor de juros altos
O gatilho para a virada de humor em Wall Street veio do relatório payroll da empresa ADP, que apontou criação de 119 mil vagas em setembro, bem acima das 51 mil esperadas. A surpresa sugere mercado de trabalho ainda aquecido, o que reduz a probabilidade de cortes na taxa básica americana nos próximos meses e pressiona ações de países emergentes. Segundo economistas consultados pelo InfoMoney, juros mais altos nos EUA elevam o custo de oportunidade e enxugam a liquidez global, fatores que tendem a penalizar ativos de maior risco, como ADRs brasileiras.
Com o dado, o Nasdaq, que subia mais de 2,5% pela manhã, virou para queda de 2,10%; o S&P 500 recuava 1,48% e o Dow Jones, 0,76%. Para investidores locais, o comportamento das ADRs serve de termômetro para o pregão desta sexta-feira, quando a Bolsa paulista retoma as negociações.
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Crédito da imagem: Moneytimes
Fonte: Moneytimes