Resultados 3T25: ganhadores e perdedores na B3
Resultados 3T25 trouxeram à tona como a Selic a 15% ao ano — taxa básica que encarece o crédito para empresas e consumidores — afetou bancos, construtoras e o setor de saúde, segundo a analista Larissa Quaresma, da Empiricus.
Selic alta espreme lucros, mas receita ainda cresce
Quaresma aponta que a maioria das companhias ligadas ao mercado interno sentiu pressão no lucro, mesmo com avanço de receita. O motivo principal é o aumento dos custos financeiros: juros elevados elevam despesas de empréstimos e financiamentos, reduzindo a margem de ganho.
O contraste ficou claro entre empresas com operações ajustadas e aquelas ainda em reestruturação. “Nunca a seleção de ações foi tão importante”, resume a especialista.
Saúde: Rede D’Or brilha, Hapvida desaba
No setor de planos e hospitais, a Rede D’Or (RDOR3) apresentou resultado robusto, com crescimento de receita e controle de alavancagem (dívida em relação ao patrimônio). Já a Hapvida (HAPV3) viu o papel cair quase 50% após divulgar números afetados por alta sinistralidade — indicador que mede o quanto dos prêmios recebidos vira despesa médica — e dificuldade em repassar preços a clientes de menor renda.
Bancos: BTG surpreende, Banco do Brasil sente inadimplência
Entre os bancos, o BTG Pactual (BPAC11) contrariou o discurso mais cauteloso da sua própria gestão e elevou o ROE a 28,1%. (ROE é a sigla em inglês para Return on Equity, ou retorno sobre o patrimônio, indicador que mostra quão lucrativo o banco é para o acionista.) Já o Banco do Brasil (BBAS3) foi o destaque negativo, impactado pela inadimplência no agronegócio.
Construção: Direcional mantém ritmo forte
A Direcional (DIRR3) agradou ao manter lançamentos e vendas aquecidos, mesmo que a ação não tenha reagido imediatamente no pregão. A incorporadora conseguiu preservar margem mesmo com juros em patamar elevado.
Imagem: Imagem ilustrativa
Para quem acompanha o mercado, vale lembrar que a diferença de desempenho reforça a necessidade de olhar além dos números de receita; margens, endividamento e capacidade de repasse de preços definem vencedores em tempos de Selic alta. Para aprofundar o tema, o Valor Econômico traz análises complementares sobre os impactos dos juros.
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Crédito da imagem: Moneytimes
Fonte: Moneytimes