Petróleo em queda: sinal dos EUA para paz pressiona preços
Petróleo em queda marcou o fim do pregão desta quarta-feira, após sinais de que Washington quer acelerar um acordo para encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia, elevando o temor de maior oferta no mercado.
Geopolítica reduz prêmio de risco
Reportagens indicam que os Estados Unidos pediram ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, que aceite um plano que inclui concessões territoriais e limitação de armas. A simples possibilidade de cessar-fogo já bastou para derrubar as cotações: o Brent recuou US$ 1,38 (-2,1%) e fechou a US$ 63,51 por barril, enquanto o WTI caiu US$ 1,30 (-2,1%), encerrando a US$ 59,44.
Com o fim dos combates, o fluxo de petróleo russo hoje travado por sanções poderia voltar ao mercado, aumentando o risco de sobreoferta. “Se todo o volume sancionado chegar aos terminais, os preços podem visitar a faixa dos US$ 50”, avalia Scott Shelton, do TP ICAP Group.
Sanções, estoques e “fadiga de manchetes”
No mês passado, Washington anunciou punições à Rosneft e à Lukoil, com prazo até 21 de novembro para encerrar negócios com essas gigantes. O Tesouro norte-americano afirma que as restrições já derrubam a receita de Moscou e limitarão a produção russa no longo prazo.
Apesar disso, o vice-primeiro-ministro Alexander Novak nega impacto relevante e garante que a Rússia atingirá a cota da Opep+ entre o fim deste ano e o início de 2025. Paralelamente, a Administração de Informação de Energia (EIA) dos EUA reportou retirada maior que a esperada nos estoques domésticos, reflexo de refinarias operando mais forte e exportações aquecidas.
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A combinação de menor prêmio geopolítico com fundamentos ainda fracos mantém o mercado “lateralizado”, avalia Ed Hayden-Briffett, analista do Onyx Capital Group. Para entender o movimento, confira a cobertura completa da Reuters, referência global em energia.
Com o noticiário apontando para maior oferta e volatilidade contida, investidores devem monitorar de perto estoques, reuniões da Opep+ e possíveis avanços diplomáticos. Quer continuar aprendendo a interpretar fatos que mexem com seu bolso? Visite nossa editoria de finanças e fique sempre um passo à frente.
Crédito da imagem: Moneytimes
Fonte: Moneytimes