Executivos de marketing no esporte trocam o corporativo
Executivos de marketing no esporte estão deixando cargos em grandes corporações para assumir posições de CMO em ligas e clubes, atraídos pela chance de criar comunidade e propósito além de metas trimestrais de vendas.
Por que o esporte virou vitrine para CMOs
O movimento ganhou força com a expansão de ligas profissionais, o boom das franquias femininas e o interesse crescente do público norte-americano por modalidades como futebol e Fórmula 1. Segundo a consultoria Taligence, 50% dos CMOs contratados em equipes esportivas em 2024 vieram de outros setores; em 2025, a fatia chegou a 67%. Para efeito de comparação, apenas 5% dos novos diretores de marketing do varejo migraram de fora da área.
Deixar o “tabelão” de vendas para trás seduz profissionais que buscam relevância social. “Você deixa de vender apenas produtos e passa a moldar identidade, comunidade e paixão”, resume Ash Wendt, da recrutadora Cowen Partners.
Glamour existe, mas a rotina é intensa
Os cargos são disputados e exigem jornadas longas, rapidez de decisão e muita presença em eventos. Allie Crone, da TurnkeyZRG, alerta que a cobrança dos torcedores pode ser mais dura que a de acionistas. Ainda assim, nomes como Radhika Duggal (Major League Soccer) e Whitney Bell (novo time da WNBA em Toronto) relatam satisfação ao planejar temporadas inteiras e ver o impacto direto nas arquibancadas.
Já Adam Harter, que ficou pouco mais de um ano na LIV Golf, provou que nem sempre a transição dura: divergências sobre foco estratégico o fizeram retornar ao mundo corporativo após maratonas de reuniões em diferentes fusos.
Habilidades desejadas vão muito além do esporte
Clubes e ligas querem profissionais capazes de negociar contratos de mídia, repaginar estádios, coordenar experiências digitais e até desenhar uniformes. Experiências em gigantes como JPMorgan, Unilever, Audi ou TikTok se tornam trunfos, pois trazem visão global e domínio de métricas de branding e engajamento.
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O fenômeno reflete uma tendência global de buscar novas fontes de receita, como explicou reportagem do G1 Economia sobre a profissionalização de clubes: na prática, ampliar patrocínios, alcançar torcedores internacionais e vender produtos licenciados exige cabeça de multinacional.
Enquanto isso, quem pensa em seguir esse caminho deve se preparar para noites em hotéis, agendas lotadas de jogos e a necessidade de responder rápido a crises em redes sociais — sem perder de vista o KPI que mais importa: estádio cheio.
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Crédito da imagem: Investnews
Fonte: Investnews