Retirada de tarifas dos EUA impulsiona agro brasileiro
Retirada de tarifas dos EUA sobre 249 itens agropecuários brasileiros — incluindo carnes, café, açaí e cacau — foi anunciada nesta quinta-feira (20) e já vale para cargas liberadas desde 13 de novembro, às 12h01 de Nova York. A decisão derruba a sobretaxa de 40% imposta em julho e zera o adicional de 50% (somatório da tarifa recíproca de 10% com a sobretaxa).
Entenda a mudança
Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, a Casa Branca confirmou a ampliação da lista de exceções, que passou de apenas 8 para 257 códigos de Nomenclaturas Comuns do Mercosul (NCMs). Na prática, 80% dos produtos antes penalizados voltam a ter isenção total de tarifas ao entrar no mercado norte-americano.
A medida é retroativa: toda mercadoria retirada de armazéns para consumo a partir de 13 de novembro já está livre da cobrança. Cortes de carne bovina, abacaxi, banana e madeira serrada estão entre os beneficiados. Até agosto, embarques de café e carne haviam despencado, reflexo direto do “tarifaço”.
O anúncio foi confirmado pelo Valor Econômico, que reforçou a expectativa de rápida normalização dos fluxos de exportação.
Impacto para exportadores e mercado
Com a remoção do custo extra, produtores brasileiros recuperam competitividade frente a fornecedores de outros países. A perspectiva do governo é retomar participação no mercado dos EUA e ampliar receitas em dólar, o que pode aliviar a pressão de caixa de frigoríficos, cooperativas e pequenos produtores.
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Para os compradores norte-americanos, a decisão garante oferta de produtos reconhecidos por qualidade e sanidade, condição destacada por Rua. Já no Brasil, analistas veem espaço para maior estabilidade de preços internos, pois parte da produção volta a ser direcionada ao exterior em condições vantajosas.
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Crédito da imagem: Seudinheiro
Fonte: Seudinheiro