TCU vai apurar fiscalização do Banco Master pelo BC
TCU investiga Banco Master após pedido do Ministério Público que questiona possíveis falhas do Banco Central (BC) na supervisão que culminou na liquidação extrajudicial da instituição.
Por que a liquidação do Master preocupa
Nesta terça-feira (18), o BC decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master por falta de condições operacionais. Esse procedimento encerra as atividades da instituição: um liquidante assume o comando, vende ativos e paga credores na ordem prevista em lei, até que o CNPJ seja extinto e o banco deixe oficialmente o Sistema Financeiro Nacional (SFN). O subprocurador-geral Lucas Furtado alerta que o colapso de um banco de médio porte pode gerar risco sistêmico, ou seja, efeito dominó capaz de afetar correntistas, investidores e demais agentes econômicos.
O que o Ministério Público quer do TCU
Na representação, Furtado solicita que o Tribunal de Contas da União:
- Acompanhe de perto a liquidação extrajudicial do Banco Master;
- Proponha medidas para fortalecer a fiscalização bancária;
- Realize auditoria operacional no BC, avaliando processos de supervisão e identificando eventuais falhas;
- Responsabilize agentes públicos ou privados que tenham contribuído, por ação ou omissão, para a crise.
Segundo o subprocurador, eventuais deficiências na atuação do BC podem minar a confiança pública, sobretudo de correntistas mais vulneráveis, e colocar em xeque a estabilidade do sistema financeiro.
Transparência e próxima etapa
Furtado enfatiza que o Banco Central, como regulador do SFN, deve ser transparente e responsivo para prevenir riscos e restaurar a confiança. A corte de contas decidirá se abre processo formal após analisar o pedido. Entenda mais sobre o que é liquidação extrajudicial no material oficial do Banco Central.
Imagem: Reprodução/TV Globo
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Crédito da imagem: G1
Fonte: G1