Terras raras: EUA e China miram acordo até novembro
Terras raras EUA China podem ter um acordo definitivo anunciado até o Dia de Ação de Graças, 27 de novembro, afirmou o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, em entrevista exibida neste domingo (16).
Negociações avançam após trégua tarifária
Bessent recordou que, no mês passado, Washington se comprometeu a não aplicar tarifas de 100% sobre as importações chinesas, enquanto Pequim aceitou adiar a exigência de licenças de exportação para minerais e ímãs de terras raras — insumos usados em smartphones, carros elétricos e equipamentos militares. Segundo o secretário, o «clima positivo» foi selado durante a reunião na Coreia do Sul entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping. «Estou confiante de que a China cumprirá o que foi combinado», disse ele ao programa Sunday Morning Futures, da Fox News.
Disputa estratégica e impactos globais
Embora as terras raras representem apenas alguns gramas de cada dispositivo, elas são vitais para tecnologias de alto valor agregado. Os Estados Unidos dependem de suprimento externo, enquanto a China controla cerca de 60% da produção mundial. Por isso, qualquer restrição de oferta pode elevar preços, afetando desde fabricantes de eletrônicos até a indústria automotiva.
O secretário também rebateu reportagem do Wall Street Journal que apontava intenção chinesa de limitar o acesso a esses minerais para empresas norte-americanas ligadas ao setor de defesa. «Não vemos sinais concretos de novas restrições», declarou. A importância das terras raras para a segurança nacional fez o tema ganhar destaque em debates sobre cadeias de suprimento críticas; especialistas ouvidos pela CNN Brasil Business apontam que a diversificação de fornecedores continua sendo prioridade de Washington.
Se o acordo for fechado dentro do prazo, ambos os países evitam um novo escalonamento tarifário e dão alívio às indústrias de tecnologia e energia limpa. Caso contrário, analistas esperam retomada das tensões e possível repasse de custos ao consumidor.
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Crédito da imagem: Seudinheiro
Fonte: Seudinheiro