Redução de tarifas dos EUA afeta exportadores brasileiros
Redução de tarifas dos EUA sobre cerca de 200 produtos retirou a taxa global de 10%, mas manteve a sobretaxa de 40% aplicada especificamente ao Brasil, segundo declarou neste sábado (15) o vice-presidente Geraldo Alckmin.
O que muda nas alíquotas
Pelo anúncio do presidente norte-americano Donald Trump, produtos como café, carne e frutas passam a entrar no mercado dos Estados Unidos sem o adicional de 10% que valia para todos os fornecedores. No entanto, para as mercadorias brasileiras continua incidente a tarifa extra de 40%, o que na prática eleva o custo final e reduz a competitividade frente a concorrentes de outros países.
Esse tipo de cobrança diferenciada é chamado de sobretaxa: um percentual adicional aplicado além da tarifa normal. No caso brasileiro, ela segue inalterada, enquanto o corte de 10% beneficia exportadores de nações que já não estavam submetidas ao acréscimo de 40%.
Reação do governo e do setor privado
Alckmin avaliou que a remoção da taxa global vai na “direção correta”, mas ressaltou que o governo acompanha de perto os itens que permanecem sob o peso tarifário. A chancelaria brasileira considera o movimento um sinal positivo de abertura, embora ainda parcial.
Do lado empresarial, a recepção foi dividida. Entidades de café argumentam que a medida piora a posição do produto nacional, já que os concorrentes ganham desconto enquanto o Brasil segue com a sobretaxa elevada. Outros setores, como o de carnes, enxergam avanço ao menos na discussão, acreditando que o tema volta à mesa de negociação bilateral.
Analistas lembram que tarifas maiores encarecem o produto em dólar, diminuindo a margem de lucro ou exigindo cortes de preço para manter contratos. Qualquer alívio, mesmo que parcial, reduz custos de exportação e pode melhorar o fluxo de caixa das empresas.
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Crédito da imagem: G1
Fonte: G1