Tarifas de Trump: como 6 pequenas empresas driblam caos
Tarifas de Trump têm virado de ponta-cabeça o planejamento de pequenos negócios em vários continentes: de café mineiro a moda sueca, todos precisaram rever preços, logística e investimentos para continuar atendendo o mercado norte-americano.
Vendas disparam e despencam com aviso de tarifa
Na Suécia, a marca de roupas Asket dobrou as vendas aos EUA em 10 dias após alertar clientes sobre o fim da isenção para importações de até US$ 800. Quando a taxa de 15% entrou em vigor, a procura caiu cerca de 20% e a empresa admite que terá de repassar parte do custo.
Cenário similar enfrentou a canadense Maguire Shoes. Antes da cobrança, a grife enviou e-mails pedindo compras antecipadas e obteve um pico de pedidos. Mesmo assim, aumentou preços em até US$ 30 e congelou o plano de abrir novas lojas nos Estados Unidos, aguardando “mais estabilidade”.
Produtores de alimentos buscam saídas criativas
No Brasil, a São Luiz Estate Coffee viu os pedidos americanos evaporarem com a tarifa de 50% sobre grãos. A taxação caiu, mas a produtora Ana Cecília Velloso avalia o ritmo do mercado antes de retomar feiras nos EUA. Já a californiana Tico Coffee Roasters tenta reativar a importação do produto brasileiro, mas mantém plano de contingência caso as regras mudem novamente.
Daiki Tanaka, no Japão, reagiu abrindo uma subsidiária americana para absorver o imposto de 15% sobre seu matcha. Mesmo assim, clientes como Roby Behrens reduziram compras. A importadora Mizuba Tea Co. calculou prejuízo de US$ 110 mil apenas neste ano com as taxas e atrasos de alfândega.
O chocolatier mexicano Víctor Feliu preferiu suspender vendas diretas aos EUA após pacotes serem devolvidos por exigências documentais que mudam “a cada poucos meses”. Ele orienta consumidores a comprarem por uma varejista canadense, onde as regras estão mais claras.
Já a Lié Studio, de acessórios dinamarqueses, teve bolsas classificadas erroneamente como feitas na China, arcando com alíquotas de até 25%. Erros custaram tempo e dinheiro, forçando reajuste de 20% para os americanos.
Mesmo sem consenso sobre a duração do impasse, todas relatam que, enquanto as políticas se mantiverem voláteis, a palavra de ordem é cautela. Para entender outras notícias que afetam o bolso do viajante e do consumidor, visite nossa seção de novidades e promoções.
Crédito da imagem: Infomoney
Fonte: Infomoney