Sistema Guaxupé reduz metano na pecuária e aumenta lucro
Sistema Guaxupé é a nova aposta da Embrapa para cortar a emissão de metano do gado na Amazônia, mantendo o rebanho bem nutrido e, de quebra, elevando a rentabilidade do produtor.
Amendoim forrageiro é a peça-chave
Desenvolvido nos campos úmidos do Acre, o método usa o amendoim forrageiro, leguminosa que fixa nitrogênio do ar no solo e serve de alimento de alto teor proteico. Menos ureia sintética é necessária, reduzindo custos com adubos químicos. A planta ainda contém compostos que suprimem a formação de metano no rúmen, diminuindo o famoso “arroto do boi”.
De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o gado ganha peso mais rápido, é abatido antes e gera menos gases de efeito estufa por quilo de carne produzida.
Quatro pilares do método Guaxupé
1) Diversificação de capins: cada tipo de solo recebe a gramínea ideal, prevenindo perdas por pragas ou excesso de umidade. 2) Autossuficiência em nitrogênio com o amendoim forrageiro. 3) Tolerância zero a plantas daninhas, o que dispensa herbicidas em larga escala. 4) Lotação controlada: o pecuarista mantém apenas o número de cabeças que a pastagem suporta, evitando degradação do solo.
Vantagens e desafios
Além da menor pegada de carbono, o pasto denso formado pela leguminosa cobre o solo e dificulta o avanço de ervas invasoras, reduzindo o uso de agrotóxicos. O custo inicial, porém, é mais alto: poucas regiões fornecem sementes e a multiplicação da planta é lenta. Terrenos muito secos também não são indicados; o sistema responde melhor em áreas úmidas como a Amazônia, o litoral e trechos da Mata Atlântica.
Imagem: Divulgação Embrapa
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Crédito da imagem: G1
Fonte: G1