Tarifaço EUA-Brasil: Trump extingue taxa extra de 40%
Tarifaço EUA-Brasil chega ao fim: o presidente Donald Trump anunciou a retirada da sobretaxa de 40% que encarecia 238 produtos brasileiros, decisão conquistada após meses de negociações capitaneadas por Lula, o chanceler Mauro Vieira e o vice-presidente Geraldo Alckmin.
Diplomacia intensa garantiu espaço para acordo
Desde março, quando Washington impôs tarifas sobre aço e alumínio, Brasília acionou uma ofensiva diplomática. Mauro Vieira reuniu-se sete vezes, virtualmente, com o secretário de Estado Marco Rubio e assessores próximos de Trump, apresentando números que mostram superávit de US$ 410 bilhões dos EUA no comércio bilateral nos últimos 15 anos. A pressão também veio do lado norte-americano: com a inflação ao consumidor em alta, o tarifaço encarecia itens como café e carne nos supermercados.
Encontro Lula-Trump destravou a solução
O impasse começou a ceder em setembro, quando Lula e Trump trocaram um rápido cumprimento durante a Assembleia Geral da ONU. A “química” percebida no gesto levou à autorização de um telefonema focado exclusivamente na agenda comercial. Dias depois, um encontro presencial na Malásia selou a boa vontade entre os dois presidentes e abriu caminho para que Rubio e o representante comercial Jamieson Greer debatessem, de fato, a remoção da taxa.
Alckmin manteve o canal político vivo
Discreto, Geraldo Alckmin foi interlocutor frequente de auxiliares de Trump. Só em julho, quando a tarifa adicional foi anunciada, o vice-presidente esteve duas vezes com o secretário de Comércio Howard Lutnick, medindo o humor da Casa Branca e sinalizando que o Brasil não discutiria temas políticos internos, como o processo contra Jair Bolsonaro.
Impacto no bolso brasileiro
Com o tarifaço derrubado, exportadores de 238 itens — entre eles café, carne e alumínio — retomam vantagem competitiva. Para o consumidor americano, a retirada da taxa tende a reduzir o preço final, aliviando pressões inflacionárias. Já para o Brasil, a medida representa fôlego extra na balança comercial, fortalecendo setores intensivos em mão de obra.
Imagem: Imagem ilustrativa
Segundo apuração do Valor Econômico, a expectativa é que as vendas externas voltem aos níveis pré-tarifas nos próximos meses, ajudando a sustentar o superávit projetado para 2026.
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Crédito da imagem: G1
Fonte: G1