Oncoclínicas ONCO3 dispara 18% após aumento de capital
Oncoclínicas ONCO3 liderou os ganhos da Bolsa nesta segunda-feira (17), subindo mais de 18% mesmo após divulgar prejuízo contábil de R$ 1,88 bilhão no 3º trimestre. O gatilho para o rali foi o anúncio de um aumento de capital de cerca de R$ 1,4 bilhão, movimento visto pelo mercado como decisivo para reduzir a alavancagem e marcar o fim da fase mais crítica da reestruturação financeira da rede de oncologia.
Por que as ações subiram apesar do prejuízo?
Entre julho e setembro, a receita líquida caiu 13,6%, para R$ 1,41 bilhão, enquanto provisões e baixas contábeis acima de R$ 1,5 bilhão ampliaram o resultado negativo. Ainda assim, analistas destacaram que a maior parte das perdas teve caráter não recorrente e sem impacto de caixa imediato. O BTG Pactual ressaltou sinais de disciplina na gestão do capital de giro e um fluxo de caixa livre positivo após investimentos (capex), fatores que ajudaram a contrabalançar o efeito das provisões extraordinárias.
Detalhes do aumento de capital e corte de dívida
Do total captado, mais de 90% virá da conversão de debêntures em ações. Com isso, a dívida líquida pró-forma deve cair para R$ 2,888 bilhões, reduzindo a alavancagem para 3 vezes o Ebitda. Essa desalavancagem, combinada à venda de ativos considerados fora do core business e à “sanitização” do portfólio — interrupção de serviços a convênios financeiramente frágeis — reforçou a percepção de que a companhia estabilizou sua estrutura de capital.
Para reforçar a leitura positiva, analistas lembram que ajustes contábeis ligados à Unimed Ferj, revisão de contratos e projetos encerrados distorceram o resultado trimestral. Segundo o Valor Econômico, investidores tendem a focar na geração de caixa recorrente, que já dá sinais de melhora.
O avanço expressivo dos papéis indica que o mercado precifica a nova rodada de capitalização como ponto de inflexão para a Oncoclínicas. Se o plano de desalavancagem se confirmar, o risco financeiro diminui e abre espaço para que indicadores operacionais voltem a ditar o desempenho das ações.
Imagem: Pixabay
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Crédito da imagem: Suno
Fonte: Suno