Ibovespa avança 0,33% e quebra sequência de 4 quedas
Ibovespa encerrou a segunda-feira em alta de 0,33%, aos 155.277,56 pontos, depois de quatro sessões negativas seguidas. O movimento refletiu alívio nos mercados globais, expectativas melhores para a inflação brasileira e um ajuste técnico após a pressão recente.
Alívio externo e agenda repleta sustentam a alta
Em Nova York, a Nasdaq engatou o segundo dia de recuperação, dando suporte aos ativos locais mesmo em uma semana encurtada pelo feriado de Ação de Graças nos EUA, que deve reduzir a liquidez na quinta e na sexta-feira. Segundo Alison Correia, analista e cofundador da Dom Investimentos, a semana “é curta, mas carregada de indicadores”, com PPI, dados de inflação norte-americanos, confiança do consumidor e vendas no varejo já a partir desta terça-feira. Na quarta, o foco se divide entre IPCA-15 no Brasil e números de PIB e PCI nos Estados Unidos.
Internamente, a principal notícia foi a queda nas expectativas de inflação, reforçando a percepção de que o processo de desaceleração segue, ainda que em ritmo moderado. Para Correia, esse quadro mantém a taxa Selic em 15% no curto prazo, com chances de corte apenas no início de 2026, apesar de parte do mercado projetar redução já em março.
Oscilando entre 154.529,17 e 155.832,28 pontos, o índice avançou mesmo com a cautela gerada por eventos recentes, como a forte volatilidade dos papéis da NVIDIA e o payroll americano acima do esperado. A análise é corroborada por reportagem do Valor Econômico, que destacou o tom mais construtivo para ativos de risco no início da semana.
Varejo em destaque enquanto Bitcoin despenca
Com a aproximação da Black Friday, empresas ligadas ao consumo lideraram os ganhos. As ações de Assaí (ASAI3) subiram 3,88%, seguidas por Grupo Vamos (VAMO3) e MRV (MRVE3), ambas acima de 3,6%. No mesmo grupo, Magazine Luiza (MGLU3) e C&A (CEAB3) completaram o top 5 de altas do dia.
Na outra ponta, CSN Mineração (CMIN3) recuou 5,76%, enquanto CVC (CVCB3) e Raízen (RAIZ4) também registraram quedas expressivas. O dólar permaneceu praticamente estável, em R$ 5,39, mantendo a tendência estrutural de desvalorização apontada por analistas.
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Fora da bolsa, o Bitcoin continuou em forte correção: depois de superar US$ 125 mil este mês, a criptomoeda caiu para a casa dos US$ 85 mil, acumulando perda superior a 23% em novembro. Para Correia, trata-se da “volatilidade que separa entusiastas de desavisados”.
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Crédito da imagem: Suno
Fonte: Suno