Preço do cacau recua ao menor nível em quase dois anos
Preço do cacau em Londres despencou 1,4% nesta segunda-feira (25), atingindo 3.773 libras por tonelada, patamar mais baixo desde janeiro de 2024, enquanto café arábica e açúcar bruto encerraram o dia em alta.
Tarifas e regras ambientais derrubam o cacau
Operadores atribuem a queda a dois vetores: a retirada de tarifas sobre produtos agrícolas dos Estados Unidos, anunciada por Donald Trump, e a perspectiva de que a legislação europeia contra o desmatamento só entre em vigor em dezembro de 2026. Ambos os fatores aliviam custos de importação e reduzem prêmios de risco, pressionando as cotações.
Além disso, embarques de cacau na Costa do Marfim, maior produtor global, ganharam ritmo após um início de safra mais lento. Chuvas acima da média também favorecem o desenvolvimento da colheita principal (outubro a março), ampliando a oferta esperada.
Segundo dados da bolsa, especuladores em Londres aumentaram a posição líquida vendida em 3.737 lotes, para 22.748, reforçando a pressão baixista. Em Nova York, o contrato subiu 0,6%, para US$ 5.190 a tonelada, mas ainda perto da mínima de 21 meses (US$ 5.020).
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Café arábica reage; robusta e açúcar têm movimentos distintos
O café arábica avançou 1,9%, para US$ 3,7655 por libra-peso, após a forte queda de sexta-feira motivada pela remoção da tarifa de 40% sobre grãos brasileiros. Mesmo com o incentivo à exportação, produtores no Brasil aguardam preços melhores, e os estoques nos países consumidores seguem historicamente baixos, sustentando o mercado.
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Já o robusta cedeu 1,2%, a US$ 4.453 por tonelada. No Vietnã, principal origem da variedade, chuvas persistem, dificultando a secagem dos grãos e gerando preocupação com a qualidade final.
No açúcar, o contrato bruto subiu 0,3%, para 14,82 centavos de dólar por libra. A consultoria Green Pool observa que usinas brasileiras encerram a safra mais cedo e que os estoques de etanol estão 20% menores que há um ano, fortalecendo os preços de ambos os produtos. O açúcar branco fechou em US$ 424,90 por tonelada, alta de 0,2%.
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Crédito da imagem: Moneytimes
Fonte: Moneytimes