Bolsonaro preso: PF cumpre ordem de Moraes por risco de fuga
Bolsonaro preso na manhã deste sábado (data mantida) após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretar a prisão preventiva do ex-presidente. A medida foi solicitada pela Polícia Federal (PF) e teve aval da Procuradoria-Geral da República (PGR) depois de novos indícios de tentativa de fuga e ameaça à ordem pública.
Rompo da tornozeleira motivou ação emergencial
Segundo relatório do Centro Integrado de Monitoração Eletrônica, o dispositivo de monitoramento eletrônico usado por Jair Bolsonaro registrou violação à 0h08. O ex-presidente admitiu ter usado um “ferro de solda” para tentar abrir a tornozeleira. O laudo descartou danos causados por choque em escada, confirmando “sinais claros” de avaria intencional.
Ao fundamentar a decisão, Moraes destacou ainda a possibilidade de Bolsonaro buscar refúgio em embaixadas próximas à sua residência, lembrando que investigações anteriores apontaram planejamento de pedido de asilo diplomático. Para o ministro, o conjunto de fatos configura risco concreto de evasão e exige “intervenção imediata para preservar a ordem pública”.
Defesa critica prisão e cita saúde delicada
Em nota, os advogados Celso Vilardi e Paulo Bueno classificaram a prisão como “profundamente perplexa” e anunciaram recurso ao STF. Eles alegam que a Constituição garante o direito de reunião – usado pelo senador Flávio Bolsonaro ao convocar vigília diante do condomínio do pai – e afirmam que o estado de saúde do ex-presidente “pode ser agravado” pelo encarceramento.
A audiência de custódia ocorrerá por videoconferência no domingo. Na segunda-feira, a Primeira Turma do STF analisará o caso em sessão virtual extraordinária.
Condenação por tentativa de golpe segue sem trânsito em julgado
Em setembro, Bolsonaro recebeu pena de 27 anos e três meses por conspirar para um golpe de Estado após perder as eleições de 2022, mas a ordem de prisão definitiva ainda depende do esgotamento de recursos. Enquanto isso, ele cumpria prisão domiciliar por violar medidas cautelares em investigação paralela sobre interferência estrangeira.
Imagem: Imagem ilustrativa
Para especialistas ouvidos pelo G1, a prisão preventiva não interfere nos prazos dos recursos, mas reforça a gravidade dos atos atribuídos ao ex-presidente e sinaliza tolerância zero a qualquer tentativa de burlar a Justiça.
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Crédito da imagem: Moneytimes
Fonte: Moneytimes