Ações da Copel caem apesar de JCP em meio a novo capex
Ações da Copel (CPLE3) registravam queda de 1,80% nesta quarta-feira (19), negociadas a R$ 13,37, mesmo depois de a elétrica paranaense anunciar Juros sobre Capital Próprio (JCP) de R$ 1,1 bilhão e apresentar um robusto plano de investimentos.
Proventos não impedem recuo dos papéis
A companhia aprovou a distribuição de R$ 1,1 bilhão em JCP relativos ao lucro do exercício em andamento. O crédito ocorrerá em 19 de janeiro de 2026 para quem tiver ações em 30 de dezembro de 2025. A partir de 2 de janeiro, os papéis passarão a ser negociados “ex-proventos”, ou seja, sem direito ao benefício. Mesmo assim, a reação do mercado foi negativa, refletindo ajustes de curto prazo no preço e a percepção de risco setorial.
Capex de R$ 17,8 bi até 2029
No mesmo comunicado, o conselho de administração aprovou um programa de investimentos de R$ 17,8 bilhões para os próximos quatro anos. Para 2026, estão previstos R$ 3 bilhões, dos quais R$ 1,9 bilhão ficará na divisão de Distribuição e cerca de R$ 1 bilhão em Geração e Transmissão, destinando o restante a Comercialização, Serviços e Holding. A direção busca modernizar ativos e reforçar a infraestrutura, mas parte do mercado teme o impacto desse capex sobre alavancagem financeira.
Migração ao Novo Mercado deve ampliar liquidez
A Copel está na fase final de ingresso no Novo Mercado da B3, segmento de mais alto nível de governança. O processo envolve a conversão de ações preferenciais (PNA) em ordinárias (ON) e preferenciais classe C (PNC), etapa aprovada em assembleia de agosto de 2025. Analistas do BTG Pactual avaliam que a mudança tende a atrair investidores estrangeiros de longo prazo e aumentar a liquidez, mas o movimento estrutural não neutralizou a correção de hoje.
Resultados pressionados no 3T25
Entre julho e setembro, o lucro líquido recuou 68,5% ano a ano, para R$ 383,1 milhões. Já o Ebitda recorrente avançou 7,8%, totalizando R$ 1,3 bilhão. A combinação de menor resultado final e maior necessidade de investimento ajuda a explicar a cautela dos investidores.
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Para mais detalhes sobre a repercussão no mercado, o Valor Econômico destacou que o setor elétrico enfrenta discussões sobre tarifas e revisão regulatória, fatores que influenciam a percepção de risco.
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Crédito da imagem: Moneytimes
Fonte: Moneytimes