Eleição presidencial no Chile terá Jara x Kast no 2º turno
Eleição presidencial no Chile será definida em 17 de dezembro entre a comunista Jeannette Jara e o conservador José Antonio Kast, segundo os dados preliminares divulgados pelo Serviço Eleitoral com 40% das urnas apuradas na noite de domingo.
Cenário do primeiro turno
Mesmo com menos da metade dos votos contabilizados, Jara liderava com 26,45%, seguida de Kast, que registrava 24,46%. O terceiro lugar ficou com o populista Franco Parisi (18,62%). A soma das candidaturas de direita passou de 50%, sinalizando terreno favorável a Kast na rodada final.
Além da disputa presidencial, eleitores chilenos escolheram novos representantes para o Congresso. A apuração legislativa deve avançar em ritmo mais lento devido às cinco grandes coligações e a dezenas de candidatos independentes.
Duas visões opostas de governo
Ex-ministra do Trabalho no governo Gabriel Boric, Jeannette Jara ganhou notoriedade ao liderar a reforma da previdência. Seu programa combina subsídios de renda, reforço ao sistema público de saúde e revisão do sigilo bancário, além de medidas de controle de fronteiras.
José Antonio Kast, por outro lado, oferece uma agenda liberal na economia: corte de impostos para empresas, enxugamento de gastos públicos e desregulamentação. O candidato promete endurecer o combate ao crime e à migração irregular, mas é pressionado a detalhar como entregar cortes bilionários sem afetar programas sociais.
Apoios e próximos passos
Logo após a divulgação parcial dos resultados, Evelyn Matthei reconheceu a derrota e declarou apoio imediato a Kast, reforçando a estratégia de unificar a direita. Pesquisas indicam que Jara perde em todos os cenários de segundo turno, cenário que torna a adesão de Matthei decisiva.
O pleito acontece em meio a uma economia em desaceleração: projeções oficiais apontam expansão de 2,5% do PIB em 2025, abaixo da média histórica. Analistas ouvidos pela InfoMoney avaliam que a expectativa de políticas pró-mercado sustenta o avanço recente da bolsa chilena.
A definição do próximo presidente influenciará políticas fiscais, reformas sociais e o ambiente de negócios no país andino. A posse está marcada para março de 2026, quando o sucessor substituirá Gabriel Boric.
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Crédito da imagem: Infomoney
Fonte: Infomoney