Nubank enfrenta reação ao fim do home office; entenda
Nubank fim do home office mobilizou quase 300 funcionários em uma plenária do Sindicato dos Bancários após o banco anunciar que, a partir de julho de 2026, exigirá dois dias presenciais por semana, chegando a três em 2027.
Mudança para o modelo híbrido gera manifesto
No manifesto divulgado em 12 de novembro, colaboradores afirmam que muitos aceitaram vagas no Nubank justamente pelo trabalho 100% remoto. Com famílias instaladas em outras cidades, compra de imóveis e contratos de aluguel já firmados, a transição para o híbrido exigirá reorganização financeira e pessoal. O texto cita estudos que apontam impacto maior sobre cuidadores de pessoas com deficiência e alerta que o deslocamento até grandes centros urbanos reduz renda disponível e qualidade de vida.
Demissões aumentam a tensão interna
No mesmo dia do anúncio, 12 funcionários foram demitidos por justa causa após reunião com o CEO, David Vélez. Segundo relatos, as dispensas atingiram principalmente grupos minorizados, ampliando a mobilização. Em nota, o Nubank declarou que mantém “canais de debate abertos”, mas não tolera desrespeito nem comenta casos individuais. O sindicato teme novas demissões se os trabalhadores não aceitarem o aditivo contratual que formaliza o retorno presencial.
Pontos de negociação e próximos passos
Os empregados pedem que o banco reverta a política, crie critérios claros para exceções — hoje restritas a cargos mais seniores — e reintegre os demitidos como condição para diálogo. Já o Nubank afirma que o híbrido combina “o melhor do presencial e do remoto” e será implementado gradualmente, com suporte à realocação. Especialistas do mercado de trabalho lembram que o modelo misto vem ganhando força globalmente; levantamento do Valor Econômico mostra que cada dia extra no escritório pode elevar custos de transporte em até 15% do salário para quem mora fora dos grandes centros.
Uma nova reunião entre sindicato e direção do Nubank está marcada para 19 de novembro. A entidade estuda acionar a Justiça caso não haja avanço, além de consolidar relatos para mediação em órgãos públicos. Enquanto isso, trabalhadores são orientados a registrar denúncias nos canais internos, preservando sigilo.
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Crédito da imagem: G1
Fonte: G1