Falência da Oi é suspensa; entenda decisão da Justiça
Falência da Oi foi suspensa nesta sexta-feira (14) pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que atendeu a um pedido dos bancos Itaú e Bradesco e devolveu a operadora ao regime de recuperação judicial.
Por que a Justiça voltou atrás?
A desembargadora Mônica Maria Costa considerou “verossímil” o argumento dos credores de que uma liquidação imediata traria prejuízos maiores ao mercado e ao interesse público. Segundo o Itaú, a Oi não conseguiu vender Unidades Produtivas Isoladas (UPIs) previstas no plano, mas ainda presta serviços essenciais de telefonia. Ao manter a recuperação judicial, o tribunal permite uma venda “organizada e planejada” dos ativos, aumentando a chance de pagamento dos R$ 1,7 bilhão de dívidas fora do processo.
O escritório Wald Administração de Falências e Preserva-Ação, representado por Bruno Rezende, segue responsável por fiscalizar o plano. A magistrada lembrou que a Oi já passou por duas recuperações desde 2016 e que um novo pedido de ajustes, apresentado em 2025, ainda aguarda análise.
O que muda para credores e clientes?
Para os bancos, a reversão evita que os ativos sejam vendidos às pressas, o que poderia reduzir o valor de retorno. Para consumidores, a continuidade da recuperação garante que os serviços de telefonia e internet não sejam interrompidos no curto prazo—um ponto destacado pelo tribunal como “interesse público”.
Caso a operadora consiga concluir a venda das UPIs e gerar caixa, parte do montante será destinado ao pagamento dos credores, seguindo ordem definida na Lei de Recuperação Judicial. Já os acionistas devem acompanhar de perto: a suspensão da falência reduz a incerteza imediata, mas o risco permanece elevado até que a empresa prove viabilidade financeira.
Imagem: Paulo Whitaker/Reuters
Mais detalhes sobre a decisão podem ser conferidos em matéria do Valor Econômico, que acompanha o caso desde o primeiro pedido de proteção judicial.
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Crédito da imagem: G1
Fonte: G1