Bolsonaro preso: PF aponta risco de fuga e violação
Bolsonaro preso, essa foi a decisão tomada neste sábado (22) após a Polícia Federal solicitar ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a conversão da prisão domiciliar do ex-presidente em preventiva. A corporação alegou ameaça à ordem pública e risco de fuga, citando inclusive a tentativa de romper a tornozeleira eletrônica.
Como a vigília motivou a nova ordem de prisão
A solicitação nasceu quando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocou uma vigília diante do condomínio Solar de Brasília 2, onde o pai cumpria prisão domiciliar. Para a PF, a concentração de apoiadores poderia gerar tumulto, facilitar a fuga do ex-chefe do Executivo e comprometer a segurança de manifestantes e agentes.
Segundo despacho de Moraes, o evento reproduziria o modus operandi de mobilizações anteriores organizadas pelo grupo político, usando manifestações para obter “vantagens pessoais”. O ministro ressaltou que tamanha aglomeração colocaria em xeque a efetividade da medida cautelar, justificando o pedido de prisão preventiva.
Violação da tornozeleira reforçou o risco de fuga
Às 0h08 do mesmo sábado, o Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal registrou tentativa de violação da tornozeleira eletrônica. Moraes entendeu que o ato demonstrou “intenção de garantir êxito em eventual fuga, facilitada pela confusão”. Apesar de Bolsonaro ter sido condenado em setembro a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado, a ordem de agora ainda não inicia o cumprimento da pena em regime fechado.
O episódio ganhou repercussão nacional; outros detalhes constam em reportagem do G1 Política, reforçando a gravidade apontada pela PF.
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Crédito da imagem: Seudinheiro
Fonte: Seudinheiro