Big techs perdem US$ 1,7 tri e apagam duas B3
Big techs amargaram na última semana um recuo de US$ 1,7 trilhão (cerca de R$ 9,3 trilhões) em valor de mercado, soma que equivale a duas vezes a capitalização total da B3, a bolsa de valores brasileira.
Nvidia lidera a sangria: queda de US$ 641 bilhões
A fabricante de chips Nvidia foi a maior responsável pelo tombo, ao ver seu valor encolher US$ 641 bilhões. Para efeito de comparação, essa perda isolada corresponde a 74% de toda a B3. O corte abrupto acontece após um rali que colocara a companhia entre as três maiores do planeta, impulsionada pela demanda por semicondutores voltados à inteligência artificial.
Apple, Microsoft, Alphabet (Google), Amazon e Meta também entraram no modo de correção. Analistas apontam que os papéis vinham negociando a múltiplos esticados, e qualquer sinal de desaceleração na economia norte-americana, somado à alta dos juros futuros, desencadeia ajustes violentos.
Impactos para o investidor e comparativo com a bolsa brasileira
Para quem investe em tecnologia via índices globais ou fundos atrelados ao Nasdaq, o recado é claro: volatilidade é o preço do ingresso. Mesmo com o tombo semanal, essas empresas ainda acumulam valorização considerável em 12 meses, mas o episódio ilustra o risco de concentração.
No Brasil, o recuo chama atenção justamente pelo contraste com o tamanho da B3. A capitalização de mercado de todas as companhias listadas em São Paulo gira em torno de US$ 860 bilhões. Ou seja, o valor “evaporado” das big techs apagaria, em tese, duas bolsas locais inteiras.
De acordo com especialistas ouvidos pelo portal Exame, o investidor pessoa física deve revisar a estratégia de diversificação, evitando superexposição a um único setor ou país. Eles lembram que a correlação entre empresas de tecnologia é alta: quando uma cai, o restante costuma acompanhar.
Quer continuar acompanhando as maiores variações do mercado e não perder oportunidades? Visite nossa editoria de Notícias e fique por dentro das tendências que afetam seu bolso e seus investimentos.
Crédito da imagem: Exame
Fonte: Exame