Acordo de taxas Visa e Mastercard reduz custos nos EUA
Acordo de taxas Visa e Mastercard promete cortar despesas de mais de 12 milhões de lojistas norte-americanos ao limitar, por até cinco anos, os aumentos nas chamadas “taxas de intercâmbio” — tarifas cobradas sempre que um cartão é passado na maquininha.
Como funciona o acordo bilionário
Segundo detalhes divulgados nesta terça-feira (26), as bandeiras fecharam um entendimento de aproximadamente US$ 30 bilhões para encerrar um processo coletivo que se arrastava desde 2005. Pelo acerto, Visa e Mastercard concordam em:
- Reduzir em 7 pontos-base (0,07 ponto percentual) a média das taxas cobradas aos comerciantes durante três anos.
- Congelar reajustes por cinco anos, criando um teto anual para qualquer aumento futuro.
- Permitir que os estabelecimentos continuem a oferecer descontos a clientes que optarem por meios de pagamento mais baratos, como dinheiro ou débito.
Hoje, as tarifas de aceitação de cartão nos EUA giram em torno de 1,5% a 3,5% do valor da venda. Ao longo da próxima década, a economia potencial para o varejo pode ultrapassar US$ 30 bilhões, de acordo com estimativas dos advogados das empresas envolvidas na ação coletiva.
Em nota à imprensa, as bandeiras destacaram que o acordo garante previsibilidade ao mercado, enquanto representantes de grandes redes varejistas comemoraram a redução imediata de custos. Para ler a íntegra da cobertura, acesse o site da CNN Brasil, referência em jornalismo econômico.
Possíveis reflexos para consumidores e emissores
Apesar de o pacto valer apenas para os Estados Unidos, especialistas avaliam que ele pode servir de parâmetro em outros mercados, inclusive no Brasil, onde discussão semelhante ocorre em torno das “taxas de desconto” (o percentual retido pelas credenciadoras) e do spread aplicado no crédito rotativo.
No curto prazo, a expectativa é que parte da economia dos lojistas se converta em preços mais competitivos ao consumidor final. Entretanto, analistas alertam que bancos emissores podem tentar compensar a perda de receita revendo benefícios de programas de milhas ou elevando anuidades — um movimento que ainda depende da elasticidade de cada segmento de cartões.
Imagem: Imagem ilustrativa
Para quem acumula pontos, vale acompanhar de perto possíveis ajustes em câmbio de milhas, cashback ou acesso a salas VIP, já que essas vantagens são financiadas justamente pela receita de interchange. No Brasil, a experiência de 2023 mostrou que cortes de tarifas pelo Banco Central foram seguidos por mudanças nos benefícios de alguns cartões co-branded.
Entender como essas negociações afetam seu bolso é fundamental para escolher o plástico ideal. Se você quer se manter atualizado sobre novidades do setor, visite nossa editoria de Notícias e Promoções e continue acompanhando as análises que ajudam a usar o cartão de crédito de maneira inteligente.
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Fonte: News.google