Payroll de setembro surpreende e afasta corte de juros
Payroll de setembro registrou 119 mil novas vagas nos Estados Unidos, bem acima das 50 mil previstas, indicando um mercado de trabalho ainda aquecido e diminuindo a probabilidade de o Federal Reserve (Fed) cortar os juros em dezembro.
Emprego nos EUA supera projeções
O relatório — equivalente à folha de pagamento não agrícola norte-americana — mostrou revisões negativas nos meses anteriores: julho caiu de 79 mil para 72 mil vagas e agosto, de 22 mil para perda de 4 mil postos. Ainda assim, o saldo recente reforça a resiliência da economia.
A taxa de desemprego subiu de 4,3% para 4,4%, patamar historicamente baixo, enquanto os ganhos médios por hora avançaram 0,2% em setembro, somando alta de 3,8% em 12 meses e alcançando US$ 36,67. Esses números sugerem pressão sobre salários e sobre a inflação de serviços, componente sensível à renda.
Para especialistas ouvidos pelo mercado, como a economista Claudia Moreno, do C6 Bank, o ritmo firme de contratações tende a sustentar preços elevados. A análise ecoa avaliações publicadas pelo Valor Econômico, que destaca o desafio do Fed em conciliar emprego forte e inflação ainda acima da meta.
Menos espaço para alívio monetário em dezembro
A ata da reunião de outubro do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) já revelava divisão interna: apesar do corte de 0,25 ponto percentual anunciado na ocasião, parte dos dirigentes defendia pausa no ciclo até sinais mais claros de desaceleração. O dado robusto de setembro reforça o argumento dos que preferem manter o juro básico — atualmente entre 4,75% e 5,00% ao ano — inalterado no encontro de 18 de dezembro.
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Com a atividade resistente, investidores reduziram as apostas em afrouxamento monetário no curto prazo. Caso a inflação permaneça pressionada, a autoridade monetária pode optar por um intervalo maior antes de novos ajustes, medida vista como necessária para evitar reaceleração de preços.
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Crédito da imagem: Seudinheiro
Fonte: Seudinheiro