Mercado de tuias e ciprestes cresce no fim do ano
Mercado de tuias e ciprestes dispara a partir de novembro, impulsionado pela procura por árvores naturais de Natal e projetos de paisagismo que buscam espécies resistentes e de fácil adaptação.
Produção artesanal garante qualidade
Em Herculândia (SP), a produtora Mara Regina Stangari cultiva mais de 30 mil pés de cipreste italiano. O segredo, afirma, está na troca periódica de embalagens que acompanha o crescimento da muda. “Só assim ela chega enraizada e firme ao cliente. Basta cortar o saquinho, plantar e a árvore segue saudável”, explica.
A rotina no viveiro inclui limpeza diária, adubação e irrigação por gotejamento. Cada planta recebe aproximadamente dois litros de água por hora — o suficiente para manter o solo úmido sem encharcar, já que o cipreste não tolera excesso de água.
Tuias holandesas viram alternativa de renda
Na mesma região, o empresário Márcio Sérgio Longhi aposta na tuia holandesa, pinheiro compacto muito usado como árvore natalina. Ele comercializa mais de 200 mudas ao mês nesta época do ano. “Muita gente voltou a preferir o natural. Depois do Natal, é só deixar ao sol e cuidar que ela dura anos”, comenta.
O aumento da demanda acompanha tendência identificada pela cadeia do agronegócio: consumidores buscam opções sustentáveis e decorativas. Segundo dados do CNN Brasil Business, os segmentos de plantas ornamentais tiveram crescimento de dois dígitos em 2025.
Imagem: Reprodução/TV TEM
No interior paulista, os produtores se organizam para aproveitar o pico de vendas entre novembro e dezembro. Estratégias incluem divulgação em redes sociais, entrega porta a porta e ofertas de kits prontos para presentear.
O aquecimento do mercado de plantas neste fim de ano mostra como pequenas propriedades podem diversificar receitas. Para mais novidades do setor, continue acompanhando nossa editoria de Notícias e Promoções.
Crédito da imagem: G1
Fonte: G1