Ibovespa sobe 0,33% e Nasdaq tem melhor dia desde maio
Ibovespa inicia a semana no azul, avançando 0,33% aos 155.277 pontos, enquanto a Nasdaq saltou 2,69% e registrou o melhor desempenho diário desde maio, impulsionada por perspectivas de cortes de juros nos Estados Unidos.
Revisões de Selic e discurso do BC mexem com a curva de juros
A cena local girou em torno da política monetária. Economistas consultados pelo Banco Central cortaram a projeção da Selic para 2026 de 12,25% para 12% no Boletim Focus. Para 2024, mantiveram a estimativa em 15% ao ano. A expectativa de inflação medida pelo IPCA para 2025 também recuou levemente para 4,45%.
Em evento da Febraban, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, reafirmou que a autoridade monetária está “insatisfeita” com as expectativas de preços e continuará “dependente dos dados”. Ele lembrou que a taxa básica “será usada sempre que necessário” para conduzir a inflação à meta de 3%.
Wall Street aposta em corte de juros em dezembro
Nos EUA, declarações do diretor do Federal Reserve, Christopher Waller, reforçaram a chance—vista em 81% pelo CME FedWatch—de um corte na taxa de referência já na reunião de 10 de dezembro. Waller avaliou que o mercado de trabalho segue “fraco o suficiente” para justificar um afrouxamento.
Com o alívio nos Treasuries (títulos públicos americanos), os três principais índices de Nova York fecharam em alta: Dow Jones +0,44%, S&P 500 +1,55% e Nasdaq +2,69%. O salto do índice tecnológico foi puxado por Alphabet (+6%), após o anúncio do Gemini 3, nova versão da sua plataforma de inteligência artificial.
Destaques corporativos em São Paulo
No Ibovespa, setor de consumo e construção se beneficiou da queda na curva de juros. MRV (MRVE3) e Assaí (ASAI3) lideraram os ganhos. Na ponta oposta, CSN Mineração (CMIN3) recuou após anunciar programa de venda de até 53,3 milhões de ações em tesouraria.
Imagem: Ap
Entre os bancos, o movimento foi predominantemente negativo, em meio ao acompanhamento da liquidação do Banco Master e possíveis efeitos sobre o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mecanismo que cobre depósitos até o limite estabelecido caso uma instituição quebre.
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Crédito da imagem: Seudinheiro
Fonte: Seudinheiro