Banco Master: estratégias para blindar investimentos hoje
Banco Master em liquidação pelo Banco Central acendeu o sinal de alerta em quem busca segurança na carteira de investimentos. Felipe Miranda, CIO da Empiricus Research, listou recomendações práticas para evitar perdas em casos semelhantes e explicou por que a diversificação que inclui ouro continua essencial.
O que o caso Banco Master ensina sobre risco de crédito
Miranda lembra que rentabilidade acima da média deve despertar desconfiança. Se a maioria dos CDBs remunera cerca de 110% do CDI (taxa que acompanha os juros básicos da economia), um título oferecendo 140% sinaliza risco maior. Antes de aplicar, o investidor precisa perguntar ao assessor de investimentos quanto ele recebe de comissão e investigar a saúde financeira da instituição.
Outro ponto crítico é respeitar o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), hoje de até R$ 250 mil por CPF e por instituição. Em processos de liquidação, o resgate pode demorar e os juros deixam de correr, reduzindo o retorno esperado. A lição é simples: não concentre valores acima desse teto em um único banco.
Para entender melhor os desdobramentos da intervenção, confira a cobertura do Valor Econômico, que detalha a decisão do Banco Central.
Criptomoedas: correção não é colapso
O Bitcoin caiu cerca de 20% no último mês, mas Miranda classifica o movimento como correção natural após longos ciclos de alta — perdas de 25% a 30% são comuns em ativos que já multiplicaram de valor. A recomendação é manter uma carteira equilibrada, alinhada ao perfil de risco e ao horizonte de tempo do investidor. Isso inclui aceitar oscilações temporárias sem buscar saídas precipitadas.
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Por que o ouro continua relevante em crises
Há pelo menos três milênios o metal precioso preserva poder de compra, fenômeno conhecido como “efeito Lindy”, segundo o qual aquilo que resiste ao tempo tende a durar ainda mais. Além de servir como reserva de valor, o ouro costuma se valorizar em cenários de inflação alta ou instabilidade financeira, funcionando como colchão de proteção. Para quem prefere não armazenar barras físicas, existem fundos e ETFs atrelados ao metal que simplificam o investimento.
Blindar o patrimônio exige dose de bom senso, diversificação e respeito aos limites do FGC. Quer continuar por dentro de notícias que afetam o seu bolso? Visite nossa sessão de notícias e promoções e mantenha-se atualizado.
Crédito da imagem: Empiricus
Fonte: Empiricus