Axia Energia: Safra projeta alta de 17% para AXIA3
Axia Energia continua no radar dos investidores: o Banco Safra reforçou a recomendação de compra para as ações, mesmo após a forte valorização registrada desde a privatização da antiga Eletrobras. O novo preço-alvo para AXIA3 subiu a R$ 71,40, o que indica potencial de ganho de 17% em 12 meses. Para o papel preferencial (AXIA6), a meta é de R$ 77,60, sugestão de avanço de 22%.
Por que o Safra está otimista
O banco revisou seus modelos incorporando três fatores: resultados mais recentes, política de dividendos atualizada e novas expectativas para o preço da energia elétrica. A instituição calcula que entre 2025 e 2027 a companhia entregará dividend yield médio de 8% — indicador que mostra o retorno em proventos em relação ao valor da ação.
Outro ponto de apoio é a exposição da geradora a preços elevados de energia: entre 7% e 36% do balanço energético pode ser negociado até 2027. O Safra trabalha com preço médio de R$ 166 por MWh, cenário que sustenta margens robustas.
Com a venda da Eletronuclear e cortes de custos, o banco espera crescimento médio anual de 7,9% no Ebitda entre 2026 e 2028. Considerando taxa de desconto de 9,8%, as ações seriam negociadas a cerca de oito vezes o Ebitda projetado para 2026 no preço-alvo — múltiplo abaixo de empresas comparáveis.
Nova política de dividendos aumenta atratividade
A estratégia de remuneração ao acionista prevê alavancagem entre 3,0x e 4,25x dívida líquida/Ebitda, faixa que permite pagamentos mais generosos. Segundo o Safra, a taxa interna de retorno (TIR) implícita no papel é de 12%, acima da média do setor, que gira em torno de 9,7%.
O otimismo do Safra se soma ao do Bradesco BBI, que elevou recentemente o preço-alvo de AXIA6 para R$ 86. Conforme destacou reportagem do InfoMoney, a companhia também se beneficia da conclusão de obras históricas, como o linhão Manaus-Boa Vista, reduzindo riscos operacionais.
Imagem: Shutterstock
Riscos no radar
Apesar do cenário positivo, o Safra ressalta potenciais ameaças: preços de energia mais baixos que o previsto, custos inesperados, decisões judiciais adversas e eventuais erros na alocação de capital podem afetar o desempenho.
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Crédito da imagem: Seudinheiro
Fonte: Seudinheiro